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domingo, 20 de maio de 2012

Comendo (e comprando) em Coimbra: Pasta Caffé

Todo santo dia que eu passei em Coimbra, choveu. Numa noite então, resolvi fazer aquele programa típico de quando não dá muito pra ficar passeando pela rua, e fui conhecer um dos shoppings de lá. Apesar da parte mais histórica de Coimbra ser pequena, a cidade em si é grande, maior do que eu esperava. Há por exemplo, três shoppings e soube que pelo menos dois são grandes (Fórum Coimbra e Dolce Vita). O que conheci foi o segundo, que achei ótimo. Amplo, super fácil de andar e cheio de lojas com preços bons. As lojas tinham pouco movimento e itens que não achei em outras unidades no resto da viagem.

A praça de alimentação do Dolce Vita é que eu não achei grandes coisas, com uns fast-foods que não me animaram muito. Resolvi entrar no Pasta Caffé, um restaurante pequeno e fechado dentro da praça, que achei bonitinho.


Haviam opções de massas e pizzas, e várias alternativas me atraíram. Apesar da variedade, acabei optando pela básica pizza de marguerita (5,90€ - mas a maioria custava na faixa de 8). Estava uma delícia! Muito leve, com massa fininha, do jeito que eu gosto, sem um monte de queijo enjoativo. Apesar de fina, a pizza tinha um tamanho bom pra mim, tanto que fiquei satisfeita e não pedi mais nada.


Em resumo, se estiver no pique pra umas comprinhas e/ou ilhada na chuva, recomendo o passeio pelo Dolce Vita (fica aberto até tarde), e achei o Pasta Caffé uma ótima opção para comer lá.

Onde:
Dolce Vita: Rua General Humberto Delgado 207/211, 3030-327 - Coimbra, Portugal

Comendo em Coimbra: Tapas Cervejaria

Apenas um dia saí pelos arredores da Universidade de Coimbra pra arrumar um lugar pra almoçar (normalmente eu comia no congresso mesmo). Desci as grandes escadas pra ver o que eu encontrava lá embaixo, e não fiquei surpresa em descobrir o que havia pela vizinhança universitária: bares e mais bares. Alguns pareciam bem bonitinhos, mas pelo horário, a grande maioria estava fechado.

Como estava uma chuvinha chata e um frio de lascar, entrei no primeiro lugar que encontrei aberto, o Tapas Cervejaria, que tinha um ambiente interessante, com um estilinho de taverna. Todo mundo estava pedindo uma das opções de pratos do dia, e foi só eu ver o que haviam pedido ao meu lado pra dizer ao garçom que era aquilo que eu queria também.


A pedida foi um arroz de polvo (apenas 5€), que estava incrível! Muito gostoso, muito quentinho - ótimo pra aquele clima - e ficava super bom acompanhando um pãozinho que eu fazia questão de molhar no caldo do arroz (1,50€, a cesta). Achei o preço excelente pra qualidade da comida!


A sobremesa foi mais fraca, arrisquei uma tal de sericaia (algo como um bolo a base de gemas - uns 2€), que achei sem graça.


No final, descobri que logo adiante ficava a Praça da República, com alguns fast-foods em volta - incluíndo McDonald's. Mas só tenho a agradecer à "chuvinha chata e o frio de lascar" que me fizeram entrar no Tapas, pois foi realmente um almoço muito bom! O que não foi tão bom, foi subir a enorme escadaria de volta pra universidade, rapidinho, pra não perder o começo das apresentações. :)

Vai encarar?
Onde:

Coimbra: Tivoli Hotel

Em Coimbra, fiquei hospedada no hotel Tivoli, e gostei. O hotel é bem amplo e confortável, o quarto era enorme, mesmo sendo pra uma pessoa só. Se fosse pra fazer uma única crítica, diria que o banheiro merecia uma reforminha, com uma bancada maior pra pia e um secador menos condizente com o caráter histórico da cidade hahaha (veja a foto).



A localização é boa, dá pra ir tranquilamente a pé até o centro histórico (são apenas uns 5 minutos de caminhada até a Igreja Santa Cruz/Rua Ferreira Borges). Pra chegar na Universidade, já é um pouquinho mais complicado por causa da subida (mas até aí, é uma desvantagem de qualquer hotel de lá). Se for à Coimbra de ônibus, fica pertíssimo da estação (dá pra ir a pé numa boa). De trem, fica a uns 10 minutos de táxi desde a estação.

O café da manhã é bom, não é um dos mais fartos que já vi, mas tem variedade suficiente de pães, frutas e doces. Os folhados eram ótimos!

Finalmente, vale acrescentar que o WIFI é cobrado (acho que uns 16€ por dia), mas sai de graça se você preencher na hora um formulário para cadastro no GHA Discovery. Pergunte sobre isso se não te falarem na hora do check-in (esqueceram de oferecer para um outro hóspede com quem conversei, daí ele fez depois).

Onde:
Rua João Machado, 4/5 3000-226 - Coimbra, Portugal
http://www.tivolihotels.com/Default.aspx?ID=397

Veja mais:

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Coimbra: o que fazer

Está indo conhecer Coimbra? A primeira parada é na Universidade de Coimbra, que descrevi com detalhes no post anterior. Ao redor dela, está o centro histórico da cidade, com coisas legais para ver, e ruazinhas bem antigas e estreitinhas.


Paço das Escolas (Via Latina), na Universidade
Sé Nova
Estando lá em cima da UC (que fica no topo de uma colina bem alta) dê primeiro uma espiada na Sé Nova, que fica logo atrás da Faculdade de Medicina.


Sé Velha
Depois, você faz o seguinte: pegue a escada que fica entre a Faculdade de Letras e o Paço das Escolas, e vá descendo toda vida. Me ensinaram esse caminho e não tem erro. Se for fazer esse percurso na subida, é mais fácil de se perder, mas na descida é quase impossível (todas as ruas desembocam na mesma descida). Se pegar essa saidinha, com uns 5 minutos de caminhada, chegará na Sé Velha, que começou a ser construída no século XII e é linda, com um estilo medieval. Pode-se visitar por uma contribuição de 2€ para as obras da Sé.

Rua Quebra-molas
Ao redor da Sé Velha, há algumas lojinhas de souvenir, e pegando as escadarias da Rua Quebra-molas, há mais opções. Os enfeites mais fofos que achei eram as louças típicas de Coimbra, um amor! Há loucinhas em várias lojas, mas é bom pesquisar: alguma tem desenhos mais caprichados (é tudo pintado a mão).

Arco de Almedina
Continue caminhando mais uns 5 minutos (na descida! Subindo leva-se bem mais hahaha) e chegará no Arco de Almedina e Porta da Barbacã. O Arco, antigamente, era a principal entrada da muralha medieval.


Rua Ferreira Borges
O Arco dá acesso a esta rua, uma das principais de Coimbra, onde há algumas padarias, cafés e lojas (passe no outlet da Pull&Bear, coisas boas com preço ótimo! - e falando em compras, veja esse post). Não é muito comprida, e nos seus extremos, ficam o Largo da Portagem e o Largo da Igreja de Santa Cruz. Nesta última, visite a igreja, que é simples mas bem bonitinha, decorada com azulejos portugueses. Aproveite para fazer um lanche no fofo Café Santa Cruz.

Rua Ferreira Borges
Largo da Portagem
Igreja e Café Santa Cruz
Fado
O fado é um som lentinho, típico de Portugal, e dizem que o de Coimbra é mais ritimado. Assisti a uma apresentação do grupo Velha Cabra, durante o jantar oficial do congresso e os caras eram super simpáticos. Se quiser conhecer o som, veja se consegue encontrar uma apresentação deles em algum lugar.

Terminam aqui então, as dicas de passeio na cidade. Sugeri caminhar por esse trecho, pois foi a região que tive a chance de conhecer (era o percurso que fazia do hotel até o congresso na UC). Mas do outro lado da ponte (veja a vista da cidade no post anterior) fica o famoso Hotel Quinta das Lágrimas, que dizem que é bonito, mas eu não cheguei a conhecer. A depender do tempo na cidade, tente passar lá, ou fique apenas com o charmosinho centro histórico, se for como eu, vai achar uma graça!

Veja mais:

terça-feira, 15 de maio de 2012

Coimbra: turismo na Universidade de Coimbra

Estive em Coimbra participando de um congresso, e por isso não tive muito tempo livre para conhecer a cidade. De qualquer forma, o evento era bem na Universidade de Coimbra, uma das universidades mais antigas da Europa (fundada no século XIII) e o principal ponto de lá. Recomendo passear a pé pela universidade, pois as ruas são bem estreitas, e não sei dizer se todas tem acesso de carro. Há 3 formas de chegar na UC, que fica bem no topo de uma colina:

- Pegando o elevador perto da Avenida Sá da Bandeira (não fiz esse caminho, por isso não sei dizer o preço da passagem e nem onde ele para)
- Chegando pelos fundos da UC, pegando a rua Ferreira Borges e entrando pelo Arco de Almedina (já aviso: é uma subida bem grande e bem íngreme)
- Chegando pela frente, subindo as "escadas monumentais" da universidade (são enormes, mas é uma subida mais light que a anterior)

Resumindo, se não quiser cansar as pernas, pegue o elevador ou vá de carro até a entrada da universidade. Supondo que você tenha entrado pela frente, chegará no Largo D. Diniz. Andando em linha reta, vai passar pelos prédios das faculdades e logo em frente já estará o arco que dá acesso à parte mais importante da Universidade (turisticamente falando): o Paço das Escolas. À direita do arco (que chama-se Porta Férrea), no prédio da Biblioteca Geral, você pode comprar tickets (7€) para visitação dos prédios do Paço - mas a entrada nele, por si só, é gratuita.

Passando pela Porta Férrea, chegará num pátio em forma de U, que eu tentei capturar na foto panorâmica abaixo:


O formalismo dos prédios antigos está também em alguns costumes da UC, como nos uniformes (opcionais) dos alunos, que ficam desfilando por lá com suas pesadas capas pretas.


Na foto panorâmica, a Porta Férrea está indicada pelo número 4, e as três entradas restantes eu vou descrever abaixo. Detalhes: as muitas curiosidadezinhas a seguir, eu anotei de uma visita guiada que fizemos nos prédios durante o congresso. Já as fotos, não são minhas (não é permitido fotografar do lado de dentro).

1. Biblioteca Joanina
Construída no século XVIII, a biblioteca é lindíssima, com muitos detalhes em ouro. Até hoje, os alunos podem pegar emprestados livros da biblioteca (a maioria em latim), mediante justificativa formal para os seus estudos e manipulação com luvas (o livro mais antigo da biblioteca é de 1523). Para conservação, as paredes tem espessura de 2m, e as visitas são feitas de 20 em 20 minutos, com 10 de descanso. Embora pareça arredondado, o teto é na verdade reto, e a noção impressionante de profundidade vem de algum tipo de ilusão de ótica da pintura. No teto, estão as quatro características que os alunos de Coimbra deveriam ter (honra, virtude, fortuna - no sentido de sorte - e fama).


1. (também) Prisão Acadêmica
Abaixo da biblioteca, fica a antiga prisão, hoje usada para punir alunos indisciplinados (achei o máximo hehe).

2. Capela de São Miguel
Ao entrar na pequena capela, já se vê de cara o enorme (e desproporcional) órgão, trazido de uma outra igreja (bem maior) a pedido de um rei que eu não lembro o nome (irmã historiadora: não brigue comigo!). Toda a capela teve que ser reajustada para abrigar o gigante instrumento, que é capaz de emitir 2014 (!) sons diferentes. Na capela, fica também a imagem da Nsa da Luz, padroeira dos estudantes. Alunos e funcionários podem casar na capela.


3. Via Latina
Fica ao lado da grande torre (apelidada de "cabra" pelo povo de lá) e abriga algumas salas rebuscadas, dentre as quais, a que achei mais legal foi a Sala dos Capelos, onde são defendidas as teses de doutorado. A sala é toda pomposa, decorada com pinturas dos reis de Portugal e tudo mais. Numa cerimônia altamente formal, que inclui um traje específico - e caro, segundo me contaram os alunos - o candidato deve ficar sentado numa cadeira mais baixa do que a dos professores da banca. Isso, para que ele fique aos pés dos professores, de modo a lembrar que ainda não é um deles (há! que tal essa, hein? :).


Na visita da Via Latina, há também um passeio externo para tirar boas fotos de Coimbra (oba! Aqui sim, voltei a poder usar minha querida camerazinha):

Mais à frente, está a Sé Velha, que comento aqui
E aqui acaba o nosso passeio turístico (tá vendo como o blog também é cultura?). Toda aquela parte que está à esquerda na foto do Paço não é aberta à visitação.

Finalmente, vale comentar que, por dentro, os prédios universitários da UC tem todos aqueles cartazes de festas e manifestações politizadas que eu vi durante meus muitos anos de USP.


Vêem só? O Camões pode não ter estudado por aqui, mas no final das contas, as universidades tem lá as suas semelhanças, né? :)

Veja mais:

domingo, 13 de maio de 2012

10 programas imperdíveis em Lisboa

Passei a última semana descrevendo com detalhes as coisas que fiz e comi em Lisboa. Agora é hora de fazer um resumão com os passeios mais legais para se fazer na cidade (clique nos links para ver os posts mais detalhados do blog, e as fotos):

1. Andar de bondinho
Não é um passeio turístico, mas rende uma experiência interessante, se espremendo pelas estreitas ruas antigas da cidade.

2. Visitar o Castelo de São Jorge
Além das bonitas muralhas, por ficar no topo de uma colina, rende uma ampla vista de Lisboa.

3. Ir descendo do Castelo a pé, até a Baixa
Visite a Sé de Lisboa e a Igreja de Santo Antônio, passe pela Praça do Comércio, e entre na Baixa pelo Arco Triunfal da Rua Augusta.

4. Passear pelo Bairro Alto
Mais agradável e descolado que a Baixa, há muita coisa legal para ver e comprar (se der sorte, vai escutar ótimas bandinhas tocando no meio da rua). Visite a fofa lojinha vintage A Vida Portuguesa.

5. Provar o pastel de belém do A Brasileira
No bairro Alto, não deixe de visitar o famoso café do Fernando Pessoa e tirar uma foto com a estátua dele. Garanta um lugar no balcão e prove o sensacional e cremoso pastel de belém de lá.

6. Provar o pastel do Pastéis de Belém
E já que o assunto é pastel, não deixe de provar o original (e super famoso) que fica lá mesmo, em Belém.

7. Passear por Belém
Depois de provar os pastéis, visite também o belíssimo Mosteiro dos Jerônimos e a famosa Torre de Belém, e dê uma espiada no Padrão dos Descobrimentos. O Pastéis de Belém e esses três ficam próximos, dá pra ir a pé.

8. Passear pela Avenida da Liberdade
Caminhe pela chique avenida, e se o bolso permitir, faça umas comprinhas. Passe pela Praça dos Restauradores e depois veja os lindos edifícios ao redor da Praça Dom Pedro. Próximo à Liberdade, coma uma típica comida Portuguesa no Solar dos Presuntos.

9. Comer no Hard Rock Lisboa
Parada absolutamente OBRIGATÓRIA se você gosta de rock ou hambúrguer (se gosta dos dois então, nem se fala).

10. Provar os peixes portugueses
Como todos já sabem, além dos doces a base de ovos e nata, o outro item famoso da dieta portuguesa são os peixes - sobretudo bacalhau. Visite a original Conserveira de Lisboa, loja só de latinhas fofas e traga algumas pra casa. Coma o ótimo bacalhau com nata do Tasquinha d'Adelaide, mesmo se não gostar do peixe (experiência própria!).

Assim, me despeço dos posts de Lisboa, na esperança de que tenha deixado vocês com vontade de conhecer a cidade. Confesso que pessoalmente não era um dos lugares do mundo que tinha mais vontade de conhecer: grande injustiça! Além de alguns pontos bem bonitos que tem para se ver e coisas maravilhosas para comer, o povo de Portugal faz toda a diferença. Ao contrário dos gringos antipáticos que a gente tem que aturar em certos cantos, ô povinho amável e engraçado. Bata papo com as figuras sempre que possível, garanto renderem muitas pérolas e risadas.

Veja mais:

sábado, 12 de maio de 2012

Comendo em Lisboa: Pastéis de Belém

Last but not least, encerrando os posts de Lisboa... vem a resenha dos pastéis de belém mais famosos da cidade (do lugar com o próprio nome: Pastéis de Belém) que eu falei láaaa atrás, num dos primeiros posts da viagem.

O suspense não foi proposital, mas acabou refletindo a minha expectativa com os benditos doces, que fui comer só no último dia de viagem. Glicose-maníaca como eu sou, estava curiosíssima para provar os tão falados originais pastéis e ver se mereciam a grande fama, no meio de tanto doce gostoso que tem em Portugal.


Já na entrada, havia uma fila grande, em meio a pessoas que compravam as embalagens para viagem e comiam os pastéis em pé, na rua mesmo. Antes de encarar a fila, entramos pra pedir informação e descobrimos que era a fila para o balcão. Dentro, haviam mesinhas onde era só entrar e batalhar por um lugar, que foi o que fizemos. Apesar do grande movimento, duas coisas positivas: o serviço era bem eficiente e não esperamos muito até vagar uma mesa (talvez uma coisa implique a outra). O lugar é simples mas bonitinho, rodeado por azulejos portugueses e o texto "Desde 1837" estampado com orgulho em todo canto.


Pra aumentar o suspense (e a história) queríamos não apenas comer os pastéis, mas fazer um lanche mesmo (alguma horas depois, pegaríamos o vôo para Espanha). O local serve, além dos doces, sanduíches e salgados. Provamos bolinhos de bacalhau, bolinhos de carne, risoles de camarão (muito bom) e quiche de queijo e espinafre. Tudo bom e sequinho (entre 1-2€).


Prontos para o grand finale? Eu estava!


Pedimos alguns pasteizinhos (1€), e depois não resistimos em repetir. Estavam deliciosos, realmente. O que percebi de diferente dos outros pastéis que comi na viagem, é que a massa era mais crocante (como se fosse "mais folhada", faz sentido?). O recheio era mais consistente do que o do pastel que comi no A Brasileira, que era mais mole e cremoso. Em resumo, eu preferi a massa do Pasteis de Belém, e o recheio do A Brasileira. Mas a verdade é que os dois são sensacionais, e vale a pena conhecer ambos e dar o seu veredicto.

Onde:
Rua de Belém 84  1300 Lisboa, Portugal

Comendo em Lisboa: A Brasileira

O café A Brasileira é aquele café tradicional de Lisboa, onde fica a famosa estátua do Fernando Pessoa, do lado da qual os turistas fazem questão de sentar e simular um bate papo, ou arriscar umas poses mais elaboradas.


Aqui no blog, vou colocar minha pose certinha, pra ficar condizente com o respeitável espaço, ok?
Paramos lá para fazer um lanche: nós, e metade da população de Lisboa. Sim, estava bombando. Depois de muita dificuldade, conseguimos uma mesa do lado de fora. Com muito custo, descolamos um cardápio. Com muito esforço... não conseguimos que o garçom nos desse atenção. Já que os sanduíches que passavam ao lado não aparentavam grandes coisas e aquele lanche estava demorando demais para o nosso gosto, levantamos e fomos embora (rumo ao gostoso Vitaminas).

Mas eu sou dessas que acha que história boa é história com final feliz, e esse post do blog não acaba assim não. Havíamos ouvido falar muito bem dos pastéis de belém de lá, e no estilo brasileiro-não-desiste-nunca, voltamos mais tarde, só pra se espremer no balcão e provar os pastéis.


Resumo da ópera: realmente não compensa sentar e aguardar o lentíssimo serviço do A Brasileira, mas não se abale com a falta de conforto do balcão, e não deixe de sair de Lisboa sem provar esses pastéis. Divinos! Recheio cremosíssimo, desse que faz uma deliciosa lambança. Pedida muito recomendada e falam bem também do café de lá (mas infelizmente, sou pouco gabaritada para opinar neste quesito).

Onde:

Comendo em Lisboa: Vitaminas Garrett

Nas andanças pelo Chiado, queríamos fazer um almoço rápido e leve, pois o tempo era curto, e as coisas legais para ver e comprar, muitas (veja aqui e aqui). Passamos na frente do Vitaminas Garrett, um fast-food especializado em comidas saudáveis, que achamos bonitinho. Como esses itens não podiam estar mais de acordo com o que a gente queria, decidimos comer lá.



O local oferece sanduíches e saladas, e a minha pedida foi a segunda. Pode-se escolher a base (alface ou massa), e montar a salada escolhendo um molho e 5 ingredientes (5,90€) ou optar por alguma sugestão pronta.

Peguei uma salada de massa integral, com frango, brie e molho cremoso de alho (dentre outras coisas). Sorry por não ter a foto da salada, pois estava muito boa! Caprichada, com ingredientes de qualidade e deliciosa (Alô Spoleto! Vamos aprender como se faz uma salada de massa decente?).

No final das contas, tenho lá minhas dúvidas se foi de fato uma refeição light, dado os ingredientes que escolhi pra minha salada. De qualquer forma, se quiser um lugar pra comer na região sem perder muito tempo, está bem recomendado! Foi uma escolha à toa, porém muito feliz. Depois vi que o Vitaminas tem várias unidades em Lisboa.

Onde:
Rua Garrett 58, Chiado - Lisboa, Portugal

Comendo em Lisboa: Tasquinha d'Adelaide

Saímos do Brasil com a recomendação do Tasquinha, e no caminho para o restaurante, o taxista comentou: "nessa rua onde vocês vão tem um restaurante muito bom, o Tasquinha d'Adelaide". Respondemos animados que era pra lá mesmo que estávamos indo. A animação acabou na mesma hora, quando o taxista perguntou se havíamos feito reserva e emendou um "ihhh" com a resposta negativa.

Acabamos dando a sorte de ocupar a última mesa vaga do minúsculo restaurante (contamos algo como 10 mesas). Mas se tiver a intenção de ir no Tasquinha, recomendo não arriscar: além de pequeno, a rua do restaurante é bem deserta, não parecendo haver opções de plano B. Por isso, faça reserva!

O ambiente do Tasquinha é simples, sendo a comida o que faz a fama do local. Assim, o couvert foi uma decepção: um pão com manteiga sem graça, sem graça... nem lembrei de fotografar. Recomendo dispensar e pedir uma entrada (as descrições do cardápio pareciam mais interessantes).


Antes de falar sobre o pedido dos pratos, um parêntesis pessoal: eu não suporto bacalhau, não como de jeito nenhum. Mas já antecipava que não teria escapatória do dito cujo em Portugal, e não deu outra: dias antes, no jantar oficial do congresso que participei, o bacalhau era o prato principal do menu tipicamente português. Era comer ou passar fome... e por incrível que pareça, eu comi e gostei. Muito mais suave do que os salgadíssimos do Brasil.

Acontece que nem a boa experiência anterior e nem a apetitosa descrição do bacalhau do Tasquinha (gratinado com purê de batata e nata) me fizeram pedi-lo. Fui de pescado com batatas (19€), enquanto meus pais pediram o bacalhau (22,50€). No fim, estão aí as fotos pra ilustrar que o prato mais bonito era também o mais gostoso, e era (droga!) o bacalhau.


Meu peixe era gostoso, mas espinhento e não justificava o preço que paguei nele. O bacalhau, por outro lado, estava muito saboroso (elogio aumentado, vindo de alguém que não gosta de bacalhau), e o sal ficava mais por conta do gratinado mesmo.

Primeira lição: está indo para Portugal e não curte bacalhau? Arrisque mesmo assim, especialmente se vier misturado com outras coisas que você gosta. 

Em seguida, comi um toucinho do céu (bolo típico português a base de ovos) que era melhor do que qualquer sobremesa que provei nos restaurantes portugueses que conheci, mas não tão bom quanto os doces que comi em cafés/padarias.


Segunda lição: dê preferência aos docinhos de cafés e padarias. Pelo menos os que provei, eram mais caprichados, baratos e gostosos.

Onde:

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Comendo em Lisboa: Hard Rock Café

Normalmente, as coisas boas que a gente encontra em viagens a gente deseja que existisse na nossa cidade também. Mas olha, eu só posso dar graças a Deus que não tem Hard Rock em SP, senão meu colesterol já tava no céu, e minha expectativa de vida em uns 30 anos.

O que uma pessoa viciada em cheeseburger pode falar de um dos melhores que já provou na vida? Deixo só a foto do hambúrger (já mordido) pra vocês.


Já contei aqui no blog da minha experiência no modernoso Hard Rock de Las Vegas, e dessa vez fui conhecer a unidade de Lisboa. A pedida foi um dos Legendary burgers do cardápio (o legendário não é exagero não!), todos custando 15€. Fui de Hickory Burger, com bacon crocante, cebola caramelada, queijo e barbecue (caseiro e sensacional, não desses prontos). Tudo isso acompanhando um hambúrger enoooorme e hiper suculento, além de fritas (bem light).

Mesmo com toda empolgação com o lanche, não posso nunca dizer que o ambiente foi um coadjuvante nessa noite! O Hard Rock Lisboa tem dois andares (o bar fica no primeiro, e a maioria das mesas no segundo). O som é mais alto no andar de baixo, tocando todo tipo de rock, de todas as épocas.


Nas paredes, as habituais relíquias que ficam expostas nas unidades do Hard Rock, como guitarras usadas por Aerosmith, Noel Gallager, Metallica, Cream, Van Halen, Jewel, Black Crowes, etc. Além de uma calça do Bowie, uma jaqueta do The Who, uma jaqueta assinada por George Harrison e Ringo (<3) e o terno Versace que o Elton John usou na turnê brasileira de Rio e SP em 1995. Se o hambúrguer é uma ameaça a minha saúde, esses tesourinhos eu bem que queria ter na minha casa!


No andar de baixo, fica também uma gift shop com as coisas mais lindas do mundo (e obviamente caras, porque nem tudo é perfeito). Os copos são lindos e aqui vai uma dica: certas bebidas do cardápio dão direito a levar o copo pra casa. É um bom pretexto pra tomar umas e sair de lá com um souvenir.

Onde:
Avenida da Liberdade, 2 1250 - 144 Lisboa Portugal

Comendo em Lisboa: Solar dos Presuntos

(Acabaram-se os posts de passeios em Lisboa, para dar lugar ao assunto mais recorrente do blog: comida! :)

O que esperar de um restaurante cujas paredes são forradas de fotografias de famosos, incluíndo brasileiros conhecidos (um monte de atores como Claudia Raia, Alexandre Borges, Taís Araujo, etc) e os ex-presidentes Fernando Henrique e Lula? No mínimo, espera-se um lugar bem formal e refinado, e cria-se altas expectativas quanto a comida.


Pois bem, o Solar dos Presuntos (como já indica o nome) não tem toda essa formalidade, não. Fica em uma travessa da chique Avenida da Liberdade, mas não é um lugar cheio de frescuras e os garçons só faltam te abraçar de tão simpáticos. Já a comida, atende as expectativas, e é excelente.

Faixada do Solar dos Presuntos, ao lado do bondinho
Pegamos o couvert que incluía cesta de pães (5,55€ por pessoa), jamón pata negra (14€), e um tal queijo de azeitão (5,40€), que olha... sen-sa-cio-nal. O garçom explicou que o queijo é produzido na região de Azeitão (daí o nome), para o Solar. Ele era derretido por dentro e tinha um sabor bem forte, muito bom. Os itens do couvert são cobrados a parte mesmo, se não fizer questão de algum, peça pra recusar.

Couvert
De pratos, pedi camarões empanados com arroz maladrinho (18€ - como não amar estes nomes? hahaha). Minha mãe pediu filé de peixe empanado com o mesmo arroz (25€), e papito foi de bacalhau à Gomes de Sá (17€). O camarão estava incrível (melhor que o peixe) e meu pai adorou o bacalhau. Repare que a apresentação dos pratos (que ficam numa mesa ao lado e são montados na hora) é simples e sem firulas (confirmando o que já falei ali em cima).

Apenas parte da comida foi servida nos pratos, havia mais ao lado da mesa
De sobremesa, pedi um "pão de ló de Monção" com creme de ovos (5,40€), que era mais bonito do que gostoso.


Termino a resenha com um diálogo engraçado que a gente só teria em Portugal. Antes de pedir o doce, perguntei ao garçom: "o pão de ló é tipo um bolo mesmo, né?". O que ele me respondeu, com o entendimento sempre muito literal dos portugueses: "Não. É só uma fatia do bolo. Não é o bolo inteiro".

Como não amar os portugueses?

Onde:
Rua das Portas de St Antão 150, Lisboa - Portugal
http://www.solardospresuntos.com/

Veja mais:
O que fazer em Lisboa
Onde comer em Lisboa
Onde comprar em Lisboa
Onde se hospedar em Lisboa
Dicas de Coimbra