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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Seul: onde (e o que) comer - Parte 2

Comecei a falar no post anterior sobre as comidas em Seul. Vamos continuar a comilança?

Vitrine
Em algumas regiões da cidade, os restaurantes possuem apenas cardápios escritos em coreano. No COEX Mall (onde fiz boa parte das minhas refeições), normalmente havia menu em inglês também. É comum os cardápios possuírem fotos dos pratos, o que facilita bastante a vida. Outros vão mais adiante e colocam na porta uma vitrine de produtos de mentira, que são bem fiéis. Arrisquei apontar na vitrine o prato que queria em um restaurante sem cardápio em inglês. Era um prato com arroz, algas e camarão empanado (8,500₩) e deu certo, estava ótimo! :)
Onde: Sonoya, COEX Mall.

Prato que arrisquei pedir por uma vitrine como as das fotos de cima... e gostei!

Restaurantes do Korean War Memorial
Se seu roteiro em Seul incluir o Korean War Memorial (e deve incluir, pois é ótimo), aproveite para comer por lá. Há várias opções de almoço pelo memorial, mas eu recomendo muito o Kona Coffee na área externa, pois comi um macaroni and cheese com frutos do mar (13,000₩) que foi uma das coisas mais deliciosas da viagem. Além disso, o garçom, muito gentil, quando descobriu que eu vinha de tão longe, me preparou um drink típico coreano (Makgolri, “rice wine”) que estava bem gostoso.
Onde: Café do memorial (área externa), que fica na frente da gift shop, no andar de cima da praça de alimentação.

Delíiiiiiicia no memorial!
Ambiente bonitinho do restaurante.
Makgolri.

Pimenta
Como falei no último post, a comida coreana leva pimenta, mas normalmente ela vem à parte. Resolvi provar um prato que dizia ser apimentado no cardápio, para conferir essa fama, e olha, com pimenta não se brinca em Seul, viu? É forte mesmo, por isso fuja se não for sua praia. O prato em questão era um Udon com frutos do mar (7,000₩ - Udon é uma espécie de macarrão grosso mergulhado numa sopa que se come bastante por lá). Estava muito bom apesar da minha boca ter ficado pegando fogo depois.
Onde: Dakoban Korean Bistro, no COEX Mall.

Udon  apimentado.

Para refrescar (depois da pimenta...)
Não encontrei muitos doces em Seul, e a maioria dos restaurantes que fui não tinha cardápio de sobremesa. Por outro lado, é comum encontrar lojas e tendas de sorvete, smoothies, iogurtes e Bubble tea (este último, típico de lá). Adorei um smoothie de blueberry que provei em Myeongdong (4,300₩).
Onde: Smoothie King, comi em Myeongdong, mas há várias unidades em Seul.

Dando um tempo
Num dos primeiros dias em Seul, conversei com um russo que estava tentando fugir da comida coreana, sem sucesso. Contou que foi num pub irlandês, onde pediu uma salsicha com batata frita, mas a comida veio korean-style: a salsicha super apimentada, e as batatas, carameladas.

Apesar da má sorte do pobre do russo, nas regiões mais modernas da cidade é possível encontrar restaurantes com culinária (fiel) de outros países. Em Itaweon, há muito kekab e comida mexicana. No COEX Mall, há vários restaurantes internacionais (os de comida italiana eram bem bonitinhos). Lá, fui numa hamburgueria e me senti em NY, pois o clima não era nada asiático, com ambiente cool e um blues tocando de fundo. Comi o Ultimate Burger, com queijo gruyere e cebola caramelada, acompanhado de batatas fritas bem fininhas e um shot de milkshake de baunilha (14,000₩). Achei tudo ma-ra-vi-lho-so, tomaria uns 30 shots daquele milkshake!
Onde: Burger B, área externa do COEX Mall.

Coreano entende de hamburguer, viu?
Ambiente do Burger B.

Antes de embarcar
Pela Ásia há certas coisas que não se encontra por aqui, uma delas são os cafés totalmente temáticos. Havia visto que no centro há um café inteirinho com tema da Hello Kitty. No aeroporto, fica um que na minha opinião é ainda mais lindo: o Charlie Brown Café, onde TUDO é decorado com os quadrinhos. Luminárias, copos, menus, mesas e até os doces... é uma overdose de fofura!!! Me despedi de Seul com um iogurte de blueberry (5,500₩, sou fã).
Onde: Aeroporto de Incheon, ao lado do portão 113.


E é com o Charlie Brown que me despeço também dos posts de comida de Seul. Mas só deles, tá? No próximo relato, volto com dicas de hospedagem!

Ah! Se você acompanhou os posts de Londres do blog... tem Ben's Cookies em Seul. :D

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Seul: onde (e o que) comer - Parte 1

Esqueça a ideia de que ir pra Coréia implica em comer cachorro. Dizem que essa prática, aliás, está cada vez menos comum e só é vista em áreas mais afastadas da cidade. Antes de ir, eu já havia sido avisada que, ao contrário do que muitos pensam, a comida em Seul é muito boa. A seguir, o que vale a pena saber.

Potinhos
Em Seul, seu prato nunca vem sozinho. Sempre há potinhos adicionais com acompanhamentos, molhos e sopas variadas. Aliás, as sopas sempre são gostosinhas. Tipicamente, como falei aqui, a comida de lá é apimentada, mas normalmente os itens picantes vem nestes potes à parte e você mistura se quiser. Idem para os molhos adocicados (que no caso coreano, são doces MESMO!).

Talheres
O que impera por lá são os hashis de metal (nada de madeira). É comum nos restaurantes a mesa possuir alguma gaveta ou compartimento armazenando os talheres. Não vi garfo ou faca nenhum dos dias por lá. Menos intuitivo para nós, vi mais de uma vez pratos de carne serem trazidos à mesa com um pegador e uma tesoura (???).

Compartimento para colheres e hashis de metal.
Sim, é uma tesoura no prato do cara!

Bibimbap
É uma das comidas mais populares por lá. Leva arroz, carne, legumes e um ovo frito por cima. Vem acompanhado dos vários potinhos e a ideia é você misturar a coisa toda na cumbuca. É muito bom e pedida obrigatória para entrar no clima!
Onde: Brasserie do Intercontinental Hotel COEX, 38,000₩. Há muitas outras opções bem mais baratas pela cidade.

Bibimbap.

Kimchi
O kimchi é um acompanhamento tradicional que tem em todo santo lugar (é o potinho mais à esquerda na foto de cima, do Bibimbap). É feito com legumes fermentados e pode ser preparado de uma infinidade de formas. Eu provei várias vezes e odiei todas hehehe. Achei um gosto bem esquisito e diferente de qualquer coisa que temos aqui. Há pratos principais feitos a base de kimchi, mas eu sugiro experimentar primeiro como acompanhamento, antes de arriscar comprometer uma refeição inteira.

Barbecue
O churrasco coreano é outro prato popular que se vê bastante por lá, e normalmente é pedido em grupos. São tiras de carne que vem na grelha, juntamente com trocentos potinhos. Eu não arrisquei pois as porções aparentavam ser grandes e a carne parecia ter gordura (e eu sou realmente chata com gordura). No lugar, eu preferia sempre pedir pratos com frutos do mar, extremamente comuns por lá, que sempre me agradavam.

Comida de rua
Nos mercadões, há comidas bem esquisitas que normalmente são expostas junto com os camelôs (veja fotos aqui), mas eu não experimentei nada dessas coisas mais ousadas e portanto não me responsabilizo se alguém tiver piriri comendo esse tipo de coisa. Já as friturinhas e doces pareciam ser opções mais seguras para quem quiser arriscar nos mercados.
Onde: Em Insa-dong (especialmente doces), Myeongdong (especialmente frituras) e e Namdaemun (as mais esquisitas). Na loja de departamento da Hyundai (em Gangnam), no primeiro piso, há também várias barracas.

Fritura de rua em Myeongdong.

Rice Cakes
São docinhos típicos à base de arroz, cobertos e recheados com chocolate. Cuidado para não confundir com o choco-pie, igualmente popular (me disseram que não era tão gostoso, mas se quiser arriscar...). Os rice cakes são bem borrachudos e diferentes, o que comprei era da marca Lotte.
Onde: São vendidos em supermercados e lojas de conveniência.

Rice cakes (à esquerda) e choco pie (à direita), ambos da marca Lotte.

Topokki
Experimentei também o topokki, "rice cakes em versão salgada", com molho carbonara (8,000₩), num restaurante no COEX Mall. Parecia um nhoque de arroz e era muito, muito bom, tanto que comi nesse restaurante duas vezes. Em uma das visitas, pedi de entrada um mari (10,000₩), espécie de sushi quente com spam e ovo que era muito bom. Recomendadíssimo o restaurante, o ambiente era lindinho e moderno, e o atendimento, super bom.
Onde: School Food, no COEX Mall, perto do cinema Mega Box.

Topokki com molho carbonara: maravilhoso e um dos pratos campeões da viagem!
Mari, um sushi "alternativo".
Ambiente interessante do School Food, com cadeiras diferentes e uma árvore dentro do restaurante.

Ainda está com fome? Ótimo, pois a comilança continua no post seguinte. Clique para ver a parte 2!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Onde comer em Glasgow: West End

Nesse post, contei que Glasgow possui duas regiões principais, o centro e West End (região da Universidade de Glasgow). Também comentei que nos arredores da universidade há duas ruas cheias de opções para comer, a Byres Road e a Ashton Lane. Recomendo escolher a segunda, pois além da rua ser uma graça, todos os restaurantes eram muito bonitinhos e o mais importante, deliciosos! Minhas sugestões (todas na Ashton Lane):

O restaurante serve culinária típica escocesa e é um ótimo local para experimentar os pratos locais, pois nota-se que a comida é de qualidade e preparada no capricho. O restaurante é arrumado, com um ambiente super bonito, com luz natural, muitas plantas e um rio de carpas. Há diferentes cardápios para cada horário, ficamos no ambiente da Brasserie e os preços do almoço eram bem acessíveis.

Quase todos que estavam comigo (a maioria britânicos) pediram haggis, que é o prato escocês mais famoso. Eu ainda estava com um pé atrás, pois o haggis possui uma certa reputação (é feito com miúdos, uma espécie de “sarapatel escocês” com purê de batata) e fui numa escolha mais segura (e deliciosa), o sanduíche de fish fingers e relish de tomate no pão ciabatta (£6,25).


No final das contas, acabei provando o haggis mais adiante e achei gostoso. Sendo assim, recomendo embarcar na experiência escocesa sem frescuras e experimentar o dito cujo. O Ubiquitous Chip parece ser um bom local para isso, pois todos gostaram bastante, e você pode arriscar também o haggis vegetariano que eles tem lá. Ambos são servidos em tamanho pequeno e grande (não estranhe o “wee” no cardápio, que é o jeito de lá de falar small :). 

O Ketchup é uma hamburgueria deliciosa que vale a pena conhecer. O ambiente é agradável e o cardápio tem descrições bem humoradas. Se você gosta de arriscar, peça o “Randomiser” e a casa escolhe o sabor do lanche para você. Na minha mesa, a pessoa que arriscou ganhou um sanduíche que parecia levar queijo de cabra e geléia de cranberries, e aprovou. Eu fui de “Incredible hulk”, um hambúrguer com queijo jack cheese apimentado, bacon defumado e molho de green pepperoni. Muito saboroso e o pão era bem fofo (£9,50). Recomendo!

Lanche do Ketchup.

Restaurantes de Curry
Descobri, durante a estadia, que Glasgow é considerada “a capital do curry no Reino Unido”. Segundo um dos ingleses que estavam comigo, muitas cidades por lá afirmam serem donas deste título, mas o fato é que há uma influência forte dos indianos na região e prova disso são os muitos restaurantes típicos que há por lá (que o povo chama simplesmente de "restaurantes de curry").

Nos recomendaram o Ashoka para almoçar, mas chegando lá, estava bombando e sem lugar para nós. Fomos na casa vizinha, o The Glasgow Curry Shop, que acabou tendo um custo benefício super bom no almoço executivo (entrada e prato por £6). Pedi pastéis de legumes (a coisa mais apimentada que comi na vida) e curry de frango com ervilha, que estava bastante saboroso. Foi um bom almoço, mas recomendo deixar como um plano B, arriscando primeiro o Ashoka, pois pela fama e grande movimento deve ser muito bom.

Almoço executivo no The Glasgow Curry Shop.
Veja também:

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Onde comer, beber (e até dançar) em Glasgow: City Center

Como falei nesse post, Glasgow possui duas regiões principais e hoje vou listar algumas das muitas opções para comer e beber no centro (City Center).

Na minha ida anterior para o Reino Unido me encantei por vários pubs/restaurantes e quando fui para Glasgow, fiquei muito contente em descobrir que boa parte deles ficava do lado do meu hotel. Minhas recomendações:

Mesmo já conhecendo, tive que ir no Wagamama assim que cheguei para matar a saudade do que considero “o melhor yakissoba do mundo”! É um restaurante de comida oriental, com bons preços e delicioso. O yakissoba em questão, custa 7,95£ e é bem diferente do nosso: leva frango, camarão, ovo, broto de feijão, pimentão, cebolinha, cebola frita, conserva de gengibre e gergelim. Sério, divino!

"O" yakissoba do Wagamama.

Restaurante de chef famoso sempre custa os olhos da cara, certo? Não para o moderninho italiano do Jamie Oliver, o Jamie's Italian. A comida é realmente boa e o preço é mais baixo do que muito restaurante metido a besta daqui de São Paulo.

Em Glasgow, comi Bruscheta com mussarela cremosa, feijão branco e azeite (3,75£), lasanha de carne e porco com abóbora, molho branco cremoso com vinho e parmesão (10,75£) e fechei a noite com o "Epic brownie", com sorvete de amaretto e pipoca caramelada (£4.95). Quando o Jamie chama de épico, pode acreditar, tá? Brownie fofinho e sorvete ma-ra-vi-lho-so.



Eu tenho essa coisa de ter que ir em todo Hard Rock que consigo pois eu amo o ambiente e o hamburger de lá. Nesse dia, minha delícia levava barbecue e cebola caramelada (15£). O som super alto tocando todo estilo de rock (como não amar?) só foi interrompido quando os garçons fizeram o restaurante inteiro cantar Happy birthday para o Jimmy, um menininho que estava fazendo aniversário naquele dia (pega essa, Outback! :). Nisso, o Jimmy ganhou uma taça de sorvete que era quase do tamanho dele #ogrisse.


Ambiente e lanche do Hard Rock.

O Waxy O'Connors é um pub incrível, de estilo escocês e irlandês. Nunca fui em um pub com um ambiente tão sensacional. São trocentas salinhas com decoração uma mais legal que a outra (difícil escolher onde sentar!), muita coisa em madeira, vitrais, castiçais medievais... um ambiente bem "taberna do Senhor dos Anéis", sabe?

O ambiente "de filme" do Waxy O' Connors.
O lugar teria valido a pena só pelo cenário de filme, mas acabou que a comida era muito boa também! Comi uma ótima Steak and Ale Pie (9,60£), acompanhada da Tennents, uma cerveja local (1,80£). Como se a vida já não estivesse boa o bastante, me apaixonei pela sobremesa, o bolo "Rocky Road" de chocolate e caramelo (3.95£). O lugar estava super movimentado na hora do almoço, mas suponho que o fervo seja mesmo a noite (a tirar pela máquina de camisinhas no banheiro feminino).

As comidinhas do pub.

É um restaurante de tapas espanholas que é bom para ir em grupo. Estava com bastante gente nesse dia e pedimos dois tapas para cada, no intuito de repartir entre todos (a maioria custa entre 4-6£).

O bom é que assim é possível provar um monte de coisas, dentre paella, almôndegas, frango com páprica, batatas apimentadas, calamares e todas essas espanholices. Meu favorito foi o Chorizo com black pudding (esse segundo, tipicamente britânico). Não achei os tapas tão bons quanto os que provei na Espanha (beso no ombro!), mas é uma opção legal para um jantar em grupo acompanhado de cerveja espanhola.

Fartura española.

Não conheci as unidades de Glasgow, mas esses quatro locais já foram aprovados aqui no blog (clique em cada link do título para ver as resenhas) e ficam na mesma região dos demais. Aliás, vale enfatizar que todos esses restaurantes ficam realmente próximos, ok? Dá para caminhar a pé e escolher onde ir, também passando por muitas outras opções interessantes.

Foi uma pena não ter podido conhecer o Sloans, pois é um dos bares mais antigos de Glasgow e nas sextas promove a noite do Ceilidh, uma dança típica escocesa (algo como uma "quadrilha de kilts"). Veja esse vídeo e responda: os escoceses são ou não são umas figuras?

Veja também:

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Motivos para conhecer Praia do Forte - BA

Nasci em Salvador-BA e acho que a cidade é um ótimo lugar para passar férias, em clima de praia e comida boa. As praias de Salvador em geral são gostosas, com água morna e mar calmo, mas não considero que sejam impressionantes no quesito beleza (além de ficarem lotadas nos finais de semana).

Para apreciar praias mais bonitas, recomendo pegar um carro e dirigir para o norte de Salvador, saindo da cidade e chegando em lugares como Costa do Sauípe, Guarajuba, Imbassaí e Praia do Forte. Essa última é a dica de hoje do blog.

Como chegar:
Praia do Forte fica a cerca de 80 quilômetros (1h) de Salvador. Alguns hotéis oferecem serviço de transfer desde o aeroporto de Salvador. Outra opção é alugar um carro no próprio aeroporto e ir dirigindo, mas é provável que o carro passe boa parte do tempo estacionado enquanto estiver por lá: dependendo de onde estiver hospedado, dá para fazer os principais programas a pé.

O que fazer:
Há basicamente quatro coisas para fazer em Praia do Forte:

1. Passear pela Vila

A Vila de Praia do Forte é uma rua larga por onde não passam carros, cercadas de lojinhas e restaurantes de um lado e do outro. Há lojas de artesanato e lojas grandes, como Salinas, Richards e Osklen. É agradável e há sempre bastante gente caminhando por lá (gasta-se uns 15 minutos para percorrer a rua de ponta a ponta). Para comer, há várias opções e normalmente o cardápio fica na porta para espiar. Os locais que recomendo:

1.1 Bar do Souza

É o bar mais famoso da cidade. Há duas unidades: uma fica numa extremidade da vila e a outra fica no canto oposto. Mais precisamente, a Vila parte de uma pracinha (praça da Igreja de São Francisco) que é vizinha ao Projeto Tamar. Na última visita, fomos nessa unidade, que fica dentro do Projeto Tamar (mas o cardápio da unidade da Vila é o mesmo). Não dispense os bolinhos de peixe (R$3 a unidade, super famosos), as caipirinhas (caprichadas e com preço bom) e uma boa moqueca ou ensopado de camarão (R$70, para duas pessoas).

Bolinhos de peixe do Souza.
Moqueca de camarão.

1.2 Tango Café

Se a ideia for fazer um lanche, prove os deliciosos sanduíches do Tango Café e guarde espaço para as tortas de sobremesa (na faixa de $10). São uma delícia!

Tortas do Tango Café. Hmmm...

1.3 7 Pizzas

Para uma pizza caprichada, recomendo a 7 Pizzas. Pelo ambiente bonitinho e ingredientes de qualidade, paga-se cerca de R$50 pela pizza grande.

1.4 Comidinhas

Vá no bar Beach Stop (tem também em Salvador) e prove o pastel de camarão, super recheado.

Para refrescar no calor, há na Vila algumas sorveterias por quilo (são boazinhas, nada demais) e uma sorveteria do lado do Tango Café onde vendem sorvetes da Ribeira (famosa e tradicional sorveteria de Salvador).

2. Aprender sobre as tartarugas no Projeto Tamar


O Projeto Tamar trabalha pela conservação das tartarugas marinhas e é um passeio bem interessante para conhecer mais sobre elas. Por exemplo, você sabia que apenas uma em mil tartarugas chega à fase adulta?

Além das curiosidades, há uma série de atividades para se fazer por lá. No dia, alimentamos as tartarugas, fizemos carinho nas arraias e até num tubarão. No fim do dia, você pode ver as tartaruguinhas saindo dos ovos: o pessoal do Tamar pega os ninhos em áreas de risco e os transfere para a área monitorada pelo projeto, onde a desova pode ser feita em segurança. Programa divertido para os pequenos e para os adultos.
Entrada: R$16 (meia para crianças)

Fofura!

3. Curtir as praias deliciosas

3.1 Praia dos pescadores

É a praia de acesso mais fácil, com serviço de quiosques e por isso é também a mais cheia (fica ao lado da praça da Igreja e projeto Tamar). Na minha opinião, é a menos bonita, mas nem por isso deixa de ser gostosa e tem a vantagem de ter os quiosques para petiscar (se não conhece, prove a pititinga, um peixinho frito bem pequeno - come-se inteiro, com cabeça e tudo).

Praia dos pescadores, vista do Souza do Projeto Tamar.

3.2 Praia "dos hotéis"

Partindo da praia dos pescadores, se caminhar cerca de 10 minutos (pela praia mesmo) você chega numa praia mais reservada, que é o "quintal" dos grandes resorts da cidade (Tivoli, Iberostar, etc). A praia não é restrita ao público dos hotéis, mas não tem nenhuma infra estrutura para o público geral, como cadeiras ou comidas (estes sim, são exclusivos dos hóspedes). Vale a pena conhecer, o mar é gostoso, com ondas bem fracas e areia batida (bem dura e firme, dando a impressão de se estar pisando num chão, pois o pé mal afunda).

3.3 Praia do Lord

O banho de mar nas praias que eu citei é bem calminho, mas se quiser uma piscina mesmo, visite a praia do Lord. São gostosas piscinas naturais (várias, com pouca profundidade), ótimo para crianças. A água é transparente dando para ver com clareza os muitos peixinhos que nos acompanham no banho de mar. Tem infra estrutura limitada (sombreiros para alugar e alguns vendedores de bebidas).

3.4 Praia de Papa-gente

É vizinha do Lord (chega-se nela depois de uma caminhada de uns 10 minutos - pela praia), também de piscinas naturais. Ao contrário da Praia do Lord, onde há várias piscinas mais rasas, a Papa-gente tem duas piscinas grandes: uma chega a 2 metros de profundidade, a outra (que dá o nome da praia) tem 6 metros. Também há pouca infra e óculos de mergulho para alugar. E muitos, muitos peixinhos.

Peixinhos vistos através das águas transparentes.
Praia de Papa-gente

4. Visitar o Castelo Garcia d'Ávila


Se estiver hospedado próximo à vila, é possível fazer todos os programas acimas à pé (não num mesmo dia, claro). O castelo fica mais distante, se estiver de carro na Praia do Forte, é o momento de usá-lo. O Castelo Garcia d'Ávila é uma das construções mais antigas do Brasil e única com características medievais em todo o continente.


Onde se hospedar

Se quiser luxo, busque os grandes resorts, com sistema "All inclusive", que comentei ali em cima quando falei da praia dos hotéis.

Para uma hospedagem mais em conta, porém deliciosa, recomendo a pousada Casa do Forte, próxima ao projeto Tamar (numa das pontas da Vila). Boa localização, bonitinha e com ótimo serviço. O café da manhã era caprichado, com tapioca feita na hora. Uma perdição!

Noite na pousada Casa do Forte.
Bom começar o dia assim, né?
Se estiver hospedado lá, para chegar na praia dos pescadores, Vila e Projeto Tamar, você deve caminhar uns 5 minutos. Para sair da pousada e chegar até a praia do Lord, caminhe por uns 10 minutos (e mais uns 10 até a Papa-gente). Todas as ruas são planas, mas o sol forte e caminhada na areia podem cansar os menos preparados.

Em resumo, a Praia do Forte é um ótimo lugar para curtir praias bonitas e gostosas durante o dia e pesticar algumas delícias a noite, no ambiente rústico porem arrumadinho da Vila. Recomendo!

Macaquinho numa árvore da Vila.