domingo, 20 de maio de 2012

Comendo (e comprando) em Coimbra: Pasta Caffé

Todo santo dia que eu passei em Coimbra, choveu. Numa noite então, resolvi fazer aquele programa típico de quando não dá muito pra ficar passeando pela rua, e fui conhecer um dos shoppings de lá. Apesar da parte mais histórica de Coimbra ser pequena, a cidade em si é grande, maior do que eu esperava. Há por exemplo, três shoppings e soube que pelo menos dois são grandes (Fórum Coimbra e Dolce Vita). O que conheci foi o segundo, que achei ótimo. Amplo, super fácil de andar e cheio de lojas com preços bons. As lojas tinham pouco movimento e itens que não achei em outras unidades no resto da viagem.

A praça de alimentação do Dolce Vita é que eu não achei grandes coisas, com uns fast-foods que não me animaram muito. Resolvi entrar no Pasta Caffé, um restaurante pequeno e fechado dentro da praça, que achei bonitinho.


Haviam opções de massas e pizzas, e várias alternativas me atraíram. Apesar da variedade, acabei optando pela básica pizza de marguerita (5,90€ - mas a maioria custava na faixa de 8). Estava uma delícia! Muito leve, com massa fininha, do jeito que eu gosto, sem um monte de queijo enjoativo. Apesar de fina, a pizza tinha um tamanho bom pra mim, tanto que fiquei satisfeita e não pedi mais nada.


Em resumo, se estiver no pique pra umas comprinhas e/ou ilhada na chuva, recomendo o passeio pelo Dolce Vita (fica aberto até tarde), e achei o Pasta Caffé uma ótima opção para comer lá.

Onde:
Dolce Vita: Rua General Humberto Delgado 207/211, 3030-327 - Coimbra, Portugal

Comendo em Coimbra: Tapas Cervejaria

Apenas um dia saí pelos arredores da Universidade de Coimbra pra arrumar um lugar pra almoçar (normalmente eu comia no congresso mesmo). Desci as grandes escadas pra ver o que eu encontrava lá embaixo, e não fiquei surpresa em descobrir o que havia pela vizinhança universitária: bares e mais bares. Alguns pareciam bem bonitinhos, mas pelo horário, a grande maioria estava fechado.

Como estava uma chuvinha chata e um frio de lascar, entrei no primeiro lugar que encontrei aberto, o Tapas Cervejaria, que tinha um ambiente interessante, com um estilinho de taverna. Todo mundo estava pedindo uma das opções de pratos do dia, e foi só eu ver o que haviam pedido ao meu lado pra dizer ao garçom que era aquilo que eu queria também.


A pedida foi um arroz de polvo (apenas 5€), que estava incrível! Muito gostoso, muito quentinho - ótimo pra aquele clima - e ficava super bom acompanhando um pãozinho que eu fazia questão de molhar no caldo do arroz (1,50€, a cesta). Achei o preço excelente pra qualidade da comida!


A sobremesa foi mais fraca, arrisquei uma tal de sericaia (algo como um bolo a base de gemas - uns 2€), que achei sem graça.


No final, descobri que logo adiante ficava a Praça da República, com alguns fast-foods em volta - incluíndo McDonald's. Mas só tenho a agradecer à "chuvinha chata e o frio de lascar" que me fizeram entrar no Tapas, pois foi realmente um almoço muito bom! O que não foi tão bom, foi subir a enorme escadaria de volta pra universidade, rapidinho, pra não perder o começo das apresentações. :)

Vai encarar?
Onde:

Coimbra: Tivoli Hotel

Em Coimbra, fiquei hospedada no hotel Tivoli, e gostei. O hotel é bem amplo e confortável, o quarto era enorme, mesmo sendo pra uma pessoa só. Se fosse pra fazer uma única crítica, diria que o banheiro merecia uma reforminha, com uma bancada maior pra pia e um secador menos condizente com o caráter histórico da cidade hahaha (veja a foto).



A localização é boa, dá pra ir tranquilamente a pé até o centro histórico (são apenas uns 5 minutos de caminhada até a Igreja Santa Cruz/Rua Ferreira Borges). Pra chegar na Universidade, já é um pouquinho mais complicado por causa da subida (mas até aí, é uma desvantagem de qualquer hotel de lá). Se for à Coimbra de ônibus, fica pertíssimo da estação (dá pra ir a pé numa boa). De trem, fica a uns 10 minutos de táxi desde a estação.

O café da manhã é bom, não é um dos mais fartos que já vi, mas tem variedade suficiente de pães, frutas e doces. Os folhados eram ótimos!

Finalmente, vale acrescentar que o WIFI é cobrado (acho que uns 16€ por dia), mas sai de graça se você preencher na hora um formulário para cadastro no GHA Discovery. Pergunte sobre isso se não te falarem na hora do check-in (esqueceram de oferecer para um outro hóspede com quem conversei, daí ele fez depois).

Onde:
Rua João Machado, 4/5 3000-226 - Coimbra, Portugal
http://www.tivolihotels.com/Default.aspx?ID=397

Veja mais:

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Coimbra: o que fazer

Está indo conhecer Coimbra? A primeira parada é na Universidade de Coimbra, que descrevi com detalhes no post anterior. Ao redor dela, está o centro histórico da cidade, com coisas legais para ver, e ruazinhas bem antigas e estreitinhas.


Paço das Escolas (Via Latina), na Universidade
Sé Nova
Estando lá em cima da UC (que fica no topo de uma colina bem alta) dê primeiro uma espiada na Sé Nova, que fica logo atrás da Faculdade de Medicina.


Sé Velha
Depois, você faz o seguinte: pegue a escada que fica entre a Faculdade de Letras e o Paço das Escolas, e vá descendo toda vida. Me ensinaram esse caminho e não tem erro. Se for fazer esse percurso na subida, é mais fácil de se perder, mas na descida é quase impossível (todas as ruas desembocam na mesma descida). Se pegar essa saidinha, com uns 5 minutos de caminhada, chegará na Sé Velha, que começou a ser construída no século XII e é linda, com um estilo medieval. Pode-se visitar por uma contribuição de 2€ para as obras da Sé.

Rua Quebra-molas
Ao redor da Sé Velha, há algumas lojinhas de souvenir, e pegando as escadarias da Rua Quebra-molas, há mais opções. Os enfeites mais fofos que achei eram as louças típicas de Coimbra, um amor! Há loucinhas em várias lojas, mas é bom pesquisar: alguma tem desenhos mais caprichados (é tudo pintado a mão).

Arco de Almedina
Continue caminhando mais uns 5 minutos (na descida! Subindo leva-se bem mais hahaha) e chegará no Arco de Almedina e Porta da Barbacã. O Arco, antigamente, era a principal entrada da muralha medieval.


Rua Ferreira Borges
O Arco dá acesso a esta rua, uma das principais de Coimbra, onde há algumas padarias, cafés e lojas (passe no outlet da Pull&Bear, coisas boas com preço ótimo! - e falando em compras, veja esse post). Não é muito comprida, e nos seus extremos, ficam o Largo da Portagem e o Largo da Igreja de Santa Cruz. Nesta última, visite a igreja, que é simples mas bem bonitinha, decorada com azulejos portugueses. Aproveite para fazer um lanche no fofo Café Santa Cruz.

Rua Ferreira Borges
Largo da Portagem
Igreja e Café Santa Cruz
Fado
O fado é um som lentinho, típico de Portugal, e dizem que o de Coimbra é mais ritimado. Assisti a uma apresentação do grupo Velha Cabra, durante o jantar oficial do congresso e os caras eram super simpáticos. Se quiser conhecer o som, veja se consegue encontrar uma apresentação deles em algum lugar.

Terminam aqui então, as dicas de passeio na cidade. Sugeri caminhar por esse trecho, pois foi a região que tive a chance de conhecer (era o percurso que fazia do hotel até o congresso na UC). Mas do outro lado da ponte (veja a vista da cidade no post anterior) fica o famoso Hotel Quinta das Lágrimas, que dizem que é bonito, mas eu não cheguei a conhecer. A depender do tempo na cidade, tente passar lá, ou fique apenas com o charmosinho centro histórico, se for como eu, vai achar uma graça!

Veja mais:

terça-feira, 15 de maio de 2012

Coimbra: turismo na Universidade de Coimbra

Estive em Coimbra participando de um congresso, e por isso não tive muito tempo livre para conhecer a cidade. De qualquer forma, o evento era bem na Universidade de Coimbra, uma das universidades mais antigas da Europa (fundada no século XIII) e o principal ponto de lá. Recomendo passear a pé pela universidade, pois as ruas são bem estreitas, e não sei dizer se todas tem acesso de carro. Há 3 formas de chegar na UC, que fica bem no topo de uma colina:

- Pegando o elevador perto da Avenida Sá da Bandeira (não fiz esse caminho, por isso não sei dizer o preço da passagem e nem onde ele para)
- Chegando pelos fundos da UC, pegando a rua Ferreira Borges e entrando pelo Arco de Almedina (já aviso: é uma subida bem grande e bem íngreme)
- Chegando pela frente, subindo as "escadas monumentais" da universidade (são enormes, mas é uma subida mais light que a anterior)

Resumindo, se não quiser cansar as pernas, pegue o elevador ou vá de carro até a entrada da universidade. Supondo que você tenha entrado pela frente, chegará no Largo D. Diniz. Andando em linha reta, vai passar pelos prédios das faculdades e logo em frente já estará o arco que dá acesso à parte mais importante da Universidade (turisticamente falando): o Paço das Escolas. À direita do arco (que chama-se Porta Férrea), no prédio da Biblioteca Geral, você pode comprar tickets (7€) para visitação dos prédios do Paço - mas a entrada nele, por si só, é gratuita.

Passando pela Porta Férrea, chegará num pátio em forma de U, que eu tentei capturar na foto panorâmica abaixo:


O formalismo dos prédios antigos está também em alguns costumes da UC, como nos uniformes (opcionais) dos alunos, que ficam desfilando por lá com suas pesadas capas pretas.


Na foto panorâmica, a Porta Férrea está indicada pelo número 4, e as três entradas restantes eu vou descrever abaixo. Detalhes: as muitas curiosidadezinhas a seguir, eu anotei de uma visita guiada que fizemos nos prédios durante o congresso. Já as fotos, não são minhas (não é permitido fotografar do lado de dentro).

1. Biblioteca Joanina
Construída no século XVIII, a biblioteca é lindíssima, com muitos detalhes em ouro. Até hoje, os alunos podem pegar emprestados livros da biblioteca (a maioria em latim), mediante justificativa formal para os seus estudos e manipulação com luvas (o livro mais antigo da biblioteca é de 1523). Para conservação, as paredes tem espessura de 2m, e as visitas são feitas de 20 em 20 minutos, com 10 de descanso. Embora pareça arredondado, o teto é na verdade reto, e a noção impressionante de profundidade vem de algum tipo de ilusão de ótica da pintura. No teto, estão as quatro características que os alunos de Coimbra deveriam ter (honra, virtude, fortuna - no sentido de sorte - e fama).


1. (também) Prisão Acadêmica
Abaixo da biblioteca, fica a antiga prisão, hoje usada para punir alunos indisciplinados (achei o máximo hehe).

2. Capela de São Miguel
Ao entrar na pequena capela, já se vê de cara o enorme (e desproporcional) órgão, trazido de uma outra igreja (bem maior) a pedido de um rei que eu não lembro o nome (irmã historiadora: não brigue comigo!). Toda a capela teve que ser reajustada para abrigar o gigante instrumento, que é capaz de emitir 2014 (!) sons diferentes. Na capela, fica também a imagem da Nsa da Luz, padroeira dos estudantes. Alunos e funcionários podem casar na capela.


3. Via Latina
Fica ao lado da grande torre (apelidada de "cabra" pelo povo de lá) e abriga algumas salas rebuscadas, dentre as quais, a que achei mais legal foi a Sala dos Capelos, onde são defendidas as teses de doutorado. A sala é toda pomposa, decorada com pinturas dos reis de Portugal e tudo mais. Numa cerimônia altamente formal, que inclui um traje específico - e caro, segundo me contaram os alunos - o candidato deve ficar sentado numa cadeira mais baixa do que a dos professores da banca. Isso, para que ele fique aos pés dos professores, de modo a lembrar que ainda não é um deles (há! que tal essa, hein? :).


Na visita da Via Latina, há também um passeio externo para tirar boas fotos de Coimbra (oba! Aqui sim, voltei a poder usar minha querida camerazinha):

Mais à frente, está a Sé Velha, que comento aqui
E aqui acaba o nosso passeio turístico (tá vendo como o blog também é cultura?). Toda aquela parte que está à esquerda na foto do Paço não é aberta à visitação.

Finalmente, vale comentar que, por dentro, os prédios universitários da UC tem todos aqueles cartazes de festas e manifestações politizadas que eu vi durante meus muitos anos de USP.


Vêem só? O Camões pode não ter estudado por aqui, mas no final das contas, as universidades tem lá as suas semelhanças, né? :)

Veja mais:

domingo, 13 de maio de 2012

10 programas imperdíveis em Lisboa

Passei a última semana descrevendo com detalhes as coisas que fiz e comi em Lisboa. Agora é hora de fazer um resumão com os passeios mais legais para se fazer na cidade (clique nos links para ver os posts mais detalhados do blog, e as fotos):

1. Andar de bondinho
Não é um passeio turístico, mas rende uma experiência interessante, se espremendo pelas estreitas ruas antigas da cidade.

2. Visitar o Castelo de São Jorge
Além das bonitas muralhas, por ficar no topo de uma colina, rende uma ampla vista de Lisboa.

3. Ir descendo do Castelo a pé, até a Baixa
Visite a Sé de Lisboa e a Igreja de Santo Antônio, passe pela Praça do Comércio, e entre na Baixa pelo Arco Triunfal da Rua Augusta.

4. Passear pelo Bairro Alto
Mais agradável e descolado que a Baixa, há muita coisa legal para ver e comprar (se der sorte, vai escutar ótimas bandinhas tocando no meio da rua). Visite a fofa lojinha vintage A Vida Portuguesa.

5. Provar o pastel de belém do A Brasileira
No bairro Alto, não deixe de visitar o famoso café do Fernando Pessoa e tirar uma foto com a estátua dele. Garanta um lugar no balcão e prove o sensacional e cremoso pastel de belém de lá.

6. Provar o pastel do Pastéis de Belém
E já que o assunto é pastel, não deixe de provar o original (e super famoso) que fica lá mesmo, em Belém.

7. Passear por Belém
Depois de provar os pastéis, visite também o belíssimo Mosteiro dos Jerônimos e a famosa Torre de Belém, e dê uma espiada no Padrão dos Descobrimentos. O Pastéis de Belém e esses três ficam próximos, dá pra ir a pé.

8. Passear pela Avenida da Liberdade
Caminhe pela chique avenida, e se o bolso permitir, faça umas comprinhas. Passe pela Praça dos Restauradores e depois veja os lindos edifícios ao redor da Praça Dom Pedro. Próximo à Liberdade, coma uma típica comida Portuguesa no Solar dos Presuntos.

9. Comer no Hard Rock Lisboa
Parada absolutamente OBRIGATÓRIA se você gosta de rock ou hambúrguer (se gosta dos dois então, nem se fala).

10. Provar os peixes portugueses
Como todos já sabem, além dos doces a base de ovos e nata, o outro item famoso da dieta portuguesa são os peixes - sobretudo bacalhau. Visite a original Conserveira de Lisboa, loja só de latinhas fofas e traga algumas pra casa. Coma o ótimo bacalhau com nata do Tasquinha d'Adelaide, mesmo se não gostar do peixe (experiência própria!).

Assim, me despeço dos posts de Lisboa, na esperança de que tenha deixado vocês com vontade de conhecer a cidade. Confesso que pessoalmente não era um dos lugares do mundo que tinha mais vontade de conhecer: grande injustiça! Além de alguns pontos bem bonitos que tem para se ver e coisas maravilhosas para comer, o povo de Portugal faz toda a diferença. Ao contrário dos gringos antipáticos que a gente tem que aturar em certos cantos, ô povinho amável e engraçado. Bata papo com as figuras sempre que possível, garanto renderem muitas pérolas e risadas.

Veja mais:

sábado, 12 de maio de 2012

Comendo em Lisboa: Pastéis de Belém

Last but not least, encerrando os posts de Lisboa... vem a resenha dos pastéis de belém mais famosos da cidade (do lugar com o próprio nome: Pastéis de Belém) que eu falei láaaa atrás, num dos primeiros posts da viagem.

O suspense não foi proposital, mas acabou refletindo a minha expectativa com os benditos doces, que fui comer só no último dia de viagem. Glicose-maníaca como eu sou, estava curiosíssima para provar os tão falados originais pastéis e ver se mereciam a grande fama, no meio de tanto doce gostoso que tem em Portugal.


Já na entrada, havia uma fila grande, em meio a pessoas que compravam as embalagens para viagem e comiam os pastéis em pé, na rua mesmo. Antes de encarar a fila, entramos pra pedir informação e descobrimos que era a fila para o balcão. Dentro, haviam mesinhas onde era só entrar e batalhar por um lugar, que foi o que fizemos. Apesar do grande movimento, duas coisas positivas: o serviço era bem eficiente e não esperamos muito até vagar uma mesa (talvez uma coisa implique a outra). O lugar é simples mas bonitinho, rodeado por azulejos portugueses e o texto "Desde 1837" estampado com orgulho em todo canto.


Pra aumentar o suspense (e a história) queríamos não apenas comer os pastéis, mas fazer um lanche mesmo (alguma horas depois, pegaríamos o vôo para Espanha). O local serve, além dos doces, sanduíches e salgados. Provamos bolinhos de bacalhau, bolinhos de carne, risoles de camarão (muito bom) e quiche de queijo e espinafre. Tudo bom e sequinho (entre 1-2€).


Prontos para o grand finale? Eu estava!


Pedimos alguns pasteizinhos (1€), e depois não resistimos em repetir. Estavam deliciosos, realmente. O que percebi de diferente dos outros pastéis que comi na viagem, é que a massa era mais crocante (como se fosse "mais folhada", faz sentido?). O recheio era mais consistente do que o do pastel que comi no A Brasileira, que era mais mole e cremoso. Em resumo, eu preferi a massa do Pasteis de Belém, e o recheio do A Brasileira. Mas a verdade é que os dois são sensacionais, e vale a pena conhecer ambos e dar o seu veredicto.

Onde:
Rua de Belém 84  1300 Lisboa, Portugal