quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Além de Londres: lugares incríveis para fazer um "bate-e-volta" - Parte 2


Contei no post anterior sobre o quanto é bacana ficar hospedado em Londres mas tirar uns dias para conhecer outros lugares próximos. O primeiro destino foi Salisbury/Stonehenge. Vamos partir para o seguinte?

Warwick/Stratford-upon-Avon/Oxford
O que fazer: O barato de Warwick é visitar o Castelo de Warwick, que atualmente se encontra rodeado por jardins e grama verdinha e é lindíssimo por fora. A visão ao chegar no castelo, é a de que você foi transportado para algum filme que se passa na Idade Média. Por dentro, já não achei o castelo tãaaao legal, pois ele é administrado pelo grupo do Madame Tussauds, e possui algumas atrações meio "Disney", sendo que alguns elementos decorativos não estão de acordo com a época em que o castelo foi construído. A entrada no castelo é paga, e, dependendo das atrações, paga-se ainda uma quantia adicional. Há algumas coisas para crianças, e para os adultos, o melhor é admirar as partes da construção que não estão decoradas com aqueles elementos fake. Certamente vale a visita, especialmente por conta de sua importância histórica, mas não se programe para passar um dia todo por lá, pois o castelo pode ser visitado num passeio de até 2 horas com tranquilidade. Sobrando algum tempo, iria conhecer a cidade de Warwick, que fica a alguns minutos de caminhada do castelo.
(Se você gosta de castelos, veja o post de Windsor e Caernarfon!)


Stratford-upon-Avon, para quem não conhece, é a cidade de Shakespeare. Lá, podemos visitar a casa onde ele nasceu, sendo que, antes de entrar na atração em si, há uma apresentação bastante válida resumindo a obra do grande autor. Alguns móveis originais são mesclados a detalhes que foram reproduzidos para serem fiéis à epoca. O que acho interessante desse período é que as pessoas costumavam ser bem mais baixas, por isso as camas são bem menores, e o teto mais baixo. Reparem nesses detalhes! A cidade é pequena e fofíssima, dá vontade de passar a tarde toda entre as construções no estilo Tudor, que marcam a arquitetura da cidade.


Já a cidade de Oxford em si, não é tão bonita (e nem pequena, pegamos um trânsito considerável lá), mas vale a pena conhecer pela Universidade de Oxford. Muita gente importante já estudou lá, como J R R Tolkien, Bill Clinton, Stephen Hawking e mais outros que você vê nessa lista. É bacana conhecer o campus, e para os Harry-Potter-Maníacos, a sala que serviu de inspiração para o refeitório do filme. Tem quem diga que as cenas foram filmadas lá, mas não é verdade: uma versão maior do salão foi reconstruída no estúdio da Warner (que também visitamos). Já os fãs de As Crônicas de Nárnia podem ver a estátua do Fauno e a luminária que inspiraram o autor.

Só faltaram as velas flutuando!
O fauno de Nárnia
Como ir: Fizemos também este passeio com um tour, e a empresa escolhida foi a Golden Tours (o passeio custou cerca de £68). A guia ia contando histórias no ônibus e nos deixou livre nos dois primeiros destinos. Em Oxford, ela caminhava com o grupo mostrando detalhes que passariam desapercebidos.

O passeio foi ótimo, mas identificamos um ou outro probleminha com o tour. Por exemplo, o ônibus passa em alguns hotéis buscando o pessoal, mas depois leva todos para uma estação de onde sai outro ônibus (assim, acabamos acordando cedo mas só saímos de Londres por volta das 10h). De qualquer forma, é inviável visitar os três locais de uma vez só se fizer por conta própria, por isso recomendamos escolher algum tour (há outros com pacotes semelhantes). Se tiver planos de conhecer apenas a Universidade de Oxford, vá cedo, pois a visitação encerra à tarde (por volta das 16h, se não me engano).

No próximo post, nossa dica final de bate-e-volta: Windsor!

E se estiver gostando das dicas, veja também o roteiro que preparei para curtir Londres ao máximo: O melhor guia de Londres de todos os tempos.

Veja mais:

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Além de Londres: lugares incríveis para fazer um "bate-e-volta" - Parte 1

Quem leu o post anterior já pegou o espírito de que o tema dos próximos (muitos) posts será Londres. Mas antes vamos tirar um tempinho para falar de outros lugares bacanas também, shall we?

A dimensão pequena da Europa permite visitar vários lugares, mas o problema de ficar pulando de cidade em cidade é que cansa pra caramba (ô preguiça de ficar fazendo check-in e check-out em hotel, e carregando as malas por todo canto!).

Quando fomos para a Inglaterra, queríamos conhecer outras cidades além de Londres. E a parte boa é que muitas eram próximas de lá, então a gente não precisava embarcar de mala e cuia: dava pra sair cedo, passar o dia fora, e voltar para Londres a tempo de jantar num lugar bacana e dormir no mesmo hotel em que já estávamos hospedadas.

Para conhecer cidades próximas, você pode fazer um esquema de bate-e-volta de duas formas: via tour, ou por conta própria. Vou contar sobre os lugares que conhecemos (e recomendamos!) e como fizemos para chegar até eles.

Salisbury/Stonehenge
O que fazer: Salisbury é uma cidade pequenininha, rodeada por paisagens bucólicas, uma gracinha! O cartão postal de lá é a Catedral de Salisbury, que tem a maior "spire" (aquela torre pontuda) do Reino Unido. A catedral é super bonita e abriga o relógio mais antigo do mundo ainda em funcionamento (que só marca as horas, dado que os minutos não eram relevantes naquela época) e a cópia mais bem conservada da Magna Carta (assinada com um selo pelo Rei João Sem Terra, que sabia ler, mas não sabia escrever). Achei curioso que, apesar da enorme torre, a catedral tem apenas 3 metros de fundação, e sendo assim, não possui cripta. Foi a catedral de Salisbury que inspirou a catedral dos livros Os Pilares da Terra, de Ken Follet.


Já em Stonehenge, a gente pode apenas apreciar a vista (as pedras ficam próximas a uma estrada numa região onde não há mais nada) e especular como elas foram parar ali. Para conservar a construção, que está de pé desde a pré-história, há uma cerca para os turistas não atravessarem. Mesmo assim, é possível vê-las de uma distância razoável, e rende boas fotos!

Para ter noção do quão perto dá pra chegar :)
Como ir: Fizemos esse passeio com um tour, e há várias empresas que fazem o combo Salisbury-Stonehenge, pela proximidade dos dois. Escolhemos o London Walks, que fazia o passeio pelo valor de £60 (incluíndo o trem para Salisbury, entrada na catedral e ônibus particular para Stonehenge). Se você quer visitar apenas Salisbury, pode simplesmente pegar o trem que parte da estação Waterloo (é o mesmo que o tour pega). Optamos pelo tour nesse caso devido ao trecho até Stonehenge. A guia contou curiosidades bacanas e ocorreu tudo certinho. Não precisa agendar com antecedência, você leva o dinheiro, encontra a guia na estação e paga na hora.

Nos próximos posts, nossos outros destinos de bate-e-volta: Warwick/Stratford-upon-Avon/Oxford, e Windsor!

E se quiser saber o que fazer em Londres, veja o post O melhor guia de Londres de todos os tempos, e descubra onde comer, beber, se hospedar e o que visitar em Londres.

Veja mais:

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

London Calling


Nesse mês, o blog entrará num recesso temporário por uma causa (super) nobre: chegaram as minhas tão merecidas férias, e com ela, uma viagem que planejo faz um tempão: três semanas com a minha irmã na Grã -Bretanha.

O roteiro inclui muitos dias em Londres (of course), Liverpool, Stonehenge, Salisbury, Oxford, Stratford-upon-Avon (a cidade do Shakespeare!), Warwick, York, Caernarfon (no País de Gales), Edimburgo... ufa! E, sobrando pique, Canterbury e Windsor.

Não terei tempo de postar de lá, mas quem quiser acompanhar nosso roteiro de cervejas, castelos (a sister é historiadora), compras e fish&chips, fique à vontade para espiar no instagram (@dedea), onde prometo atualizar com mais frequência.

Na volta, garanto encher o blog com muitas dicas legais de compras, tours, Beatles e claro, comida!

See you soon! ;)

A cozinha de primeira do Adega Santiago

Num almoço de domingo, fomos conhecer o Adega Santiago, que ao contrário da rua tranquila, estava bem movimentado. O restaurante é descontraído e charmoso, tem atendimento eficiente e é um bom lugar para almoçar ou apenas petiscar, pela variedade de porções do cardápio.


Começamos com uma porção de croquetes de pato (R$24), que derretiam na boca! Depois, pedimos o bacalhau gratinado (R$105, para dois). Estava uma delícia e a porção era suficiente para duas pessoas.


No cardápio, com influência portuguesa e espanhola (vimos mais da culinária portuguesa), há opções de peixe, bacalhau, sardinha e também alguns cortes de carnes. Os pratos não são baratos, alguns servem duas pessoas e a maioria fica na faixa de R$50.

Fechamos com a rabanada com sorvete (R$13) de sobremesa. No final, tudo estava muito gostoso e saímos satisfeitos. Recomendado!


Onde:
Rua Sampaio Vidal, 1072, Pinheiros - São Paulo, SP

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A "buona cucina" do Botta Gallo

O Botta Gallo é um restaurante de tapas italianas (às quais eles batizaram com o nome de "bottas"), ou seja, petiscos e porções em tamanho reduzido, com toques da culinária italiana. A influência é debochada, como se vê no cardápio escrito num italiano, digamos, pouco convencional (mas ou menos o equivalente a um portunhol) e mistura-se com toques da nossa cozinha. Faz parte do grupo do Astor, Pizzaria Bráz e afins, e como os fratelli, tem um ambiente descontraído e serve uma comida deliciosa, além do chopp Brahma impecável.


O cardápio tem opções individuais de massas e risotos (entre R$35-47), mas eu recomendo as bottas, pois gosto da ideia de provar várias coisas diferentes (certas opções das massas/risotos está disponível como botta, em tamanho reduzido). Na última visita, pedimos a scarpetta com carne rústica (R$24), que é uma porção de pãezinhos acompanhada de um molho (que pode também ser de queijo de cabra ou calabresa). Como sou adepta da ideia de passar o pão no molho da massa, adoro a scarpetta!


Também pedimos bolinhos de risoto (R$22) que considero caros para o tamanho da porção, mas divinos! É uma espécie de bolinho de arroz super crocante por fora, só que muito mais cremoso por dentro. O queijo coalho na grelha (R$25) veio bem salgadinho (também salgado o preço da porção), mas estava torradinho e gostoso.


Também pedimos a versão reduzida do nhoque ao molho de calabresa (R$18) e o risoto de burrata (R$23), que eu pessoalmente acho cremosíssimo e hiper saboroso!


A comilança foi encerrada com merengue de frutas vermelhas (R$16), enquanto eu fui de tiramissú (R$16), e gostei bastante da minha sobremesa.


E se vocês ainda não se cansaram de tanta comida, vão também as fotos das bottas de uma outra visita: o nhoque dourado (R$23, com ricota e tomate), e o gallo aperitivato ($39, pedacinhos de frango assado).


Finalmente, recomendo o Botta Gallo! O único perigo é se empolgar demais com as bottas e querer provar de tudo, pois a conta pode sair meio salgada.

Onde:
Rua Jesuino Arruda, 520 - Itaim - São Paulo SP