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domingo, 11 de março de 2012

Maceió parte 3 - Pajuçara

No último dia de congresso, que terminou mais cedo, aproveitamos para conhecer outra região da cidade, a Pajuçara. Fomos até a Feira de Artesanato da Pajuçara, que possui muitas barracas lado a lado com os mais diversos tipos de artesanato (toalhas, bijuterias, bolsas e mais um monte de buginganga). É bastante informação, mas dá pra garimpar e encontrar coisinhas legais e baratas, além de ter diversas opções de souvenir para os amigos. Como era final da tarde, resolvemos fazer o percurso a pé, pela orla. Foi uma bela de uma caminhada (precisava queimar as calorias das tapiocas do café da manhã :) mas muito gostosa pelo horário (os outros trechos de ida à Pajuçara foram de taxi mesmo).

Nesse mesmo dia, jantamos no Lopana, um quiosque famoso que fica na beira da praia de Pajuçara, muito próximo à feirinha. Pedimos alguns petiscos e uma porção de camarão que quase deu briga de tão boa hahaha. A cerveja gelada para acompanhar e o ambiente gostoso e ventilado fizeram daquela uma noite mais que agradável. O pessoal de Maceió que falamos considerava um local meio caro, mas para os padrões de SP, eram preços aceitáveis pela qualidade das porções.

Porções semi-devoradas de mandioca, agulhinha e camarões
No dia seguinte, meu vôo voltava para SP no final da tarde, e aproveitei a chance para conhecer a praia de Pajuçara. Embora a praia do Francês seja provavelmente a mais famosa de Maceió, era muito distante pra ir e voltar na mesma manhã, por isso acabamos optando pela Pajuçara mesmo. Sem nenhum arrependimento, devo dizer. Embora seja de Salvador, tenho que dar meu braço a torcer, pois não se encontra lá uma praia no meio da cidade com águas tão limpas e verdinhas. Linda praia, com pouco movimento, sem ambulantes, areia fina, mar calmo e delicioso (mas com sargaço - aquelas algas que pegam no pé da gente). Pelo que me falaram, a praia do Francês é daquelas muito voltadas pra turistas, cheia, e com vendedores que ficam todo o tempo no seu pé oferecendo coisa. Por isso, acho que foi uma boa escolha.


Meu resumo de Maceió é que é uma cidade realmente legal para conhecer, com belas praias e muita comida boa, tendo opções de programas e hospedagens para todos os bolsos.

Maceió parte 2 - Jatiúca

Como falei no post anterior, fiquei hospedada no Ritz, que fica na região de Jatiúca. Com uma caminhada de 5-10min, é possível chegar na avenida Álvaro Calheiros, que fica próxima de muitos bares e restaurantes, sobretudo de culinária regional, com bons preços em geral.

Destaco a comida do restaurante Canto da Boca. O ambiente é simples e quando estive lá (no almoço, durante a semana) o local serve opções de buffet e a la carte. Estivemos lá duas vezes, o buffet é fraco, mas os pedidos a la carte estavam ótimos. Comi de entrada uma casquinha de siri, que é diferente da que estou acostumada a comer em Salvador (onde são porções de siri catado e temperado, basicamente), pois a de lá é gratinada e vem numa mini-panelinha bem quente. Estava ótima. Pedi de prato uma carne do sol com leite de côco e purê de mandioca, gratinada com lascas de queijo coalho. Estava sensacional, e a porção era gigante. Um ponto contra é que o serviço é super lento, ao menos para os padrões de SP.

Casquinha de siri
Na própria avenida Álvaro Calheiros, tem também uma gelateria vizinha ao hotel Marinas, que não me recordo o nome, mas que serve sorvetes artesanais divinos! Não são baratos como em sorveterias de praia (custam cerca de R$10) mas valem a pena.

Outra rua que possui opções de bares e restaurantes, alguns mais arrumadinhos, é a rua Carlos da Silva Nogueira, também acessível a pé desde o Ritz (mas aqui vai uma caminhada mais longa, porém agradável se feita pela orla). Um local que gostei dessa rua foi a Cachaçaria Água Doce (que tem unidades espalhadas pelo Brasil todo, inclusive muitas no interior de SP). Pedimos algumas porções e estavam todas ótimas, com destaque para o delicioso escondidinho de carne seca. Alguns amigos pediram batidas e caipirinhas, que vem acompanhadas de um "chorinho" que é suficiente pra encher quase um copo extra! Quando estivemos lá, estava rolando um som ao vivo (dispensável). Próxima a essa rua fica o bar Maikai, que pelo visto era famoso lá em Maceió, pois muitos nos recomendaram a visita. Um dia, fomos até o Maikai com a intenção de conhecer o local, mas o som de sertanejo ao vivo nas alturas (dava pra escutar a duas quadras de distância) nos espantou dali em um segundo.

Orla da cidade (praia de Jatiúca)

Um restaurante bem engraçadinho nas redondezas é o Bodega do Sertão, que foi recomendado por uma amiga de lá. Fomos almoçar um dia durante a semana, quando a casa oferece serviço por quilo, e há uma infinidade de pratos regionais, e também doces, tudo super saboroso e com um preço ótimo. O restaurante tem uma decoração super carregada de itens rústicos, artesanatos, cortinas floridas, cerâmicas e até coisas penduradas no teto. A descrição pode dar uma impressão meio caótica pro lugar, mas na verdade, ele acaba ficando interessante (fotos roubadas da amiga que viajou comigo).