terça-feira, 22 de abril de 2014

Onde comer em Glasgow: West End

Nesse post, contei que Glasgow possui duas regiões principais, o centro e West End (região da Universidade de Glasgow). Também comentei que nos arredores da universidade há duas ruas cheias de opções para comer, a Byres Road e a Ashton Lane. Recomendo escolher a segunda, pois além da rua ser uma graça, todos os restaurantes eram muito bonitinhos e o mais importante, deliciosos! Minhas sugestões (todas na Ashton Lane):

O restaurante serve culinária típica escocesa e é um ótimo local para experimentar os pratos locais, pois nota-se que a comida é de qualidade e preparada no capricho. O restaurante é arrumado, com um ambiente super bonito, com luz natural, muitas plantas e um rio de carpas. Há diferentes cardápios para cada horário, ficamos no ambiente da Brasserie e os preços do almoço eram bem acessíveis.

Quase todos que estavam comigo (a maioria britânicos) pediram haggis, que é o prato escocês mais famoso. Eu ainda estava com um pé atrás, pois o haggis possui uma certa reputação (é feito com miúdos, uma espécie de “sarapatel escocês” com purê de batata) e fui numa escolha mais segura (e deliciosa), o sanduíche de fish fingers e relish de tomate no pão ciabatta (£6,25).


No final das contas, acabei provando o haggis mais adiante e achei gostoso. Sendo assim, recomendo embarcar na experiência escocesa sem frescuras e experimentar o dito cujo. O Ubiquitous Chip parece ser um bom local para isso, pois todos gostaram bastante, e você pode arriscar também o haggis vegetariano que eles tem lá. Ambos são servidos em tamanho pequeno e grande (não estranhe o “wee” no cardápio, que é o jeito de lá de falar small :). 

O Ketchup é uma hamburgueria deliciosa que vale a pena conhecer. O ambiente é agradável e o cardápio tem descrições bem humoradas. Se você gosta de arriscar, peça o “Randomiser” e a casa escolhe o sabor do lanche para você. Na minha mesa, a pessoa que arriscou ganhou um sanduíche que parecia levar queijo de cabra e geléia de cranberries, e aprovou. Eu fui de “Incredible hulk”, um hambúrguer com queijo jack cheese apimentado, bacon defumado e molho de green pepperoni. Muito saboroso e o pão era bem fofo (£9,50). Recomendo!

Lanche do Ketchup.

Restaurantes de Curry
Descobri, durante a estadia, que Glasgow é considerada “a capital do curry no Reino Unido”. Segundo um dos ingleses que estavam comigo, muitas cidades por lá afirmam serem donas deste título, mas o fato é que há uma influência forte dos indianos na região e prova disso são os muitos restaurantes típicos que há por lá (que o povo chama simplesmente de "restaurantes de curry").

Nos recomendaram o Ashoka para almoçar, mas chegando lá, estava bombando e sem lugar para nós. Fomos na casa vizinha, o The Glasgow Curry Shop, que acabou tendo um custo benefício super bom no almoço executivo (entrada e prato por £6). Pedi pastéis de legumes (a coisa mais apimentada que comi na vida) e curry de frango com ervilha, que estava bastante saboroso. Foi um bom almoço, mas recomendo deixar como um plano B, arriscando primeiro o Ashoka, pois pela fama e grande movimento deve ser muito bom.

Almoço executivo no The Glasgow Curry Shop.
Veja também:

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Onde comer, beber (e até dançar) em Glasgow: City Center

Como falei nesse post, Glasgow possui duas regiões principais e hoje vou listar algumas das muitas opções para comer e beber no centro (City Center).

Na minha ida anterior para o Reino Unido me encantei por vários pubs/restaurantes e quando fui para Glasgow, fiquei muito contente em descobrir que boa parte deles ficava do lado do meu hotel. Minhas recomendações:

Mesmo já conhecendo, tive que ir no Wagamama assim que cheguei para matar a saudade do que considero “o melhor yakissoba do mundo”! É um restaurante de comida oriental, com bons preços e delicioso. O yakissoba em questão, custa 7,95£ e é bem diferente do nosso: leva frango, camarão, ovo, broto de feijão, pimentão, cebolinha, cebola frita, conserva de gengibre e gergelim. Sério, divino!

"O" yakissoba do Wagamama.

Restaurante de chef famoso sempre custa os olhos da cara, certo? Não para o moderninho italiano do Jamie Oliver, o Jamie's Italian. A comida é realmente boa e o preço é mais baixo do que muito restaurante metido a besta daqui de São Paulo.

Em Glasgow, comi Bruscheta com mussarela cremosa, feijão branco e azeite (3,75£), lasanha de carne e porco com abóbora, molho branco cremoso com vinho e parmesão (10,75£) e fechei a noite com o "Epic brownie", com sorvete de amaretto e pipoca caramelada (£4.95). Quando o Jamie chama de épico, pode acreditar, tá? Brownie fofinho e sorvete ma-ra-vi-lho-so.



Eu tenho essa coisa de ter que ir em todo Hard Rock que consigo pois eu amo o ambiente e o hamburger de lá. Nesse dia, minha delícia levava barbecue e cebola caramelada (15£). O som super alto tocando todo estilo de rock (como não amar?) só foi interrompido quando os garçons fizeram o restaurante inteiro cantar Happy birthday para o Jimmy, um menininho que estava fazendo aniversário naquele dia (pega essa, Outback! :). Nisso, o Jimmy ganhou uma taça de sorvete que era quase do tamanho dele #ogrisse.


Ambiente e lanche do Hard Rock.

O Waxy O'Connors é um pub incrível, de estilo escocês e irlandês. Nunca fui em um pub com um ambiente tão sensacional. São trocentas salinhas com decoração uma mais legal que a outra (difícil escolher onde sentar!), muita coisa em madeira, vitrais, castiçais medievais... um ambiente bem "taberna do Senhor dos Anéis", sabe?

O ambiente "de filme" do Waxy O' Connors.
O lugar teria valido a pena só pelo cenário de filme, mas acabou que a comida era muito boa também! Comi uma ótima Steak and Ale Pie (9,60£), acompanhada da Tennents, uma cerveja local (1,80£). Como se a vida já não estivesse boa o bastante, me apaixonei pela sobremesa, o bolo "Rocky Road" de chocolate e caramelo (3.95£). O lugar estava super movimentado na hora do almoço, mas suponho que o fervo seja mesmo a noite (a tirar pela máquina de camisinhas no banheiro feminino).

As comidinhas do pub.

É um restaurante de tapas espanholas que é bom para ir em grupo. Estava com bastante gente nesse dia e pedimos dois tapas para cada, no intuito de repartir entre todos (a maioria custa entre 4-6£).

O bom é que assim é possível provar um monte de coisas, dentre paella, almôndegas, frango com páprica, batatas apimentadas, calamares e todas essas espanholices. Meu favorito foi o Chorizo com black pudding (esse segundo, tipicamente britânico). Não achei os tapas tão bons quanto os que provei na Espanha (beso no ombro!), mas é uma opção legal para um jantar em grupo acompanhado de cerveja espanhola.

Fartura española.

Não conheci as unidades de Glasgow, mas esses quatro locais já foram aprovados aqui no blog (clique em cada link do título para ver as resenhas) e ficam na mesma região dos demais. Aliás, vale enfatizar que todos esses restaurantes ficam realmente próximos, ok? Dá para caminhar a pé e escolher onde ir, também passando por muitas outras opções interessantes.

Foi uma pena não ter podido conhecer o Sloans, pois é um dos bares mais antigos de Glasgow e nas sextas promove a noite do Ceilidh, uma dança típica escocesa (algo como uma "quadrilha de kilts"). Veja esse vídeo e responda: os escoceses são ou não são umas figuras?

Veja também:

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Onde se hospedar em Glasgow? Razões para escolher o City Center

Durante a estadia em Glasgow, fiquei hospedada no Mercure Glasgow City Center e amei. Não pelo hotel em si, que é um hotel confortável sem nada excepcional, mas a localização é incrível, bem no centro, a uma quadra da praça George Square. A região toda tem bastante movimento, mesmo a noite. São tantas lojas, restaurantes, pubs e cafés, que dá até aflição pois dá vontade de entrar em tudo.

Jeitão gótico do centro de Glasgow.
Com relação ao hotel, o atendimento é bastante atencioso. O café da manhã possui poucas opções para nós brasileiros (metade do buffet é dedicado à bacon, feijão, essas coisas), mas era gostoso. Se seu hotel não tiver café incluso, o que não faltam são opções pela região (Starbucks, Pret A Manger, Costa, EAT, etc).
Quarto do Mercure.
Café da manhã: iogurte e croissant maravilhosos!

O hotel fica próximo à duas estações de metrô, várias lojas, à bonita Glasgow City Chambers e Gallery of Modern Art (clique para ver mais). Também não faltam opções deliciosas para comer e beber. Tudo isso se faz a pé. Além do Mercure, há outros hotéis com padrão similar na região.

Saindo do aeroporto, você pode pegar o shuttle bus que leva para o centro por 6£ e o ponto final fica a duas quadras do hotel.

Veja também:

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Glasgow: O que fazer

Apesar do clima chuvoso e ingrato, eu adoro a Escócia! A simpatia dos escoceses, que fazem piadas e conversam com você em todo canto, são uma coisa rara de se ver na gringolândia. Então, acostume-se com o sotaque incompreensível escocês e suas expressões próprias*, enfie um guarda chuva na bolsa e comece a curtir a região da gaita de fole, do whisky, dos kilts e do haggis.
(*Em glaswegian: yes = “aye”, small = “wee”, e por assim vai.)


Glasgow possui dois pólos principais, que são a região central (City center) e West End, onde concentram-se as principais atrações e áreas comerciais da cidade. Para ir de uma para a outra, você pode usar o metrô (cerca de 8 minutos) ou táxi (gastando-se em torno de 7£). Uma curiosidade: o metrô de Glasgow é o terceiro mais antigo do mundo (há uma única linha circular) e o bicho é carinhosamente apelidado de “laranja mecânica” (chegando lá você vai entender).

Glasgow é uma cidade grande e feinha (para o meu gosto), mas as duas regiões principais são bonitas e interessantes. Há poucos pontos turísticos mas muita coisa bacana, portanto não espere visitar pontos impressionantes ou tirar milhares de fotos: Glasgow é desses lugares onde o barato é passear e curtir o clima da cidade, com seus pubs, museus e estilo escocês.

West End

University of Glasgow

O principal ponto desta região é a Universidade de Glasgow, que é bem bonita e vale a pena visitar. Meu roteiro sugerido é pegar a University Avenue, passando pelo Main Gate, e em seguida seguir até a rua Kelvin Way, em direção ao museu Kelvingrove. O percurso contorna o parque e garante uma vista bonita da universidade.

Universidade vista da Kelvin Way.
Main Gate.

Kelvingrove Art Gallery and Museum

Imponente e bonito (por fora e por dentro), vale muito a visita. No horário do almoço, havia um senhor tocando um órgão enoooorme, um barato! Entrada gratuita.

Na frente do Kelvingrove, emprestando uma corzinha para um dia chuvoso.
Sophy Cave, "Floating Heads". Obra mais conhecida do museu.

Byres Road

A Byres Road é a rua principal da região, repleta de lojas e restaurantes locais. Confira a Peckham’s para comprar produtos locais. Lá você encontra as batatas Tyrell (populares no Reino Unido), caramel shortcakes (deliciosos doces populares na Escócia) e muitas bebidas (incluindo mini-garrafas de whisky que são ótimas para presentear).

Ashton Lane

Embora a Byres Road tenha muitos restaurantes, recomendo fortemente comer na fofíssima Ashton Lane, uma rua pequenininha e hiper charmosa, cercada de restaurantes bonitinhos, movimentados e descolados. Aprovei todas as opções de restaurantes que conheci lá.

Ashton Lane, gracinha.

Para conhecer mais, você pode espiar o mapa da universidade nesse link. Estando de metrô, note que as estações mais próximas são Hillhead e Kelvinhall.

City center

Glasgow City Chambers

Bem no centro de Glasgow, na praça George Square, fica a Glasgow City Chambers, bonita sede do governo da cidade. As escadarias internas, todas em pedra, são lindíssimas.

City Chambers por fora e por dentro.

Compras!

O centro de Glasgow é ótimo para umas comprinhas. A maior parte das lojas concentra-se próximo às duas saídas do metrô da região, Buchanan Street e St. Enoch.

Na Buchanan Street, você encontra as famosas H&M, Forever 21, Top Shop, Urban Outfitters, GAP, etc, além de várias lojas de souvenir. Se seu foco for whisky, visite a Whisky Shop, dentro da Buchanan Galleries. Dependendo do seu estilo, vale a pena ainda espiar a Forbidden Plannet, para quadrinhos e geekarias diversas, e a Scribbler e Paperchase, cheias de cartões e objetos fofos.

Buchanan Street.
Forbidden Plannet.

Na saída da St. Enoch, que fica próxima ao rio Clyde, estão as maiores pechinchas da região. Além da Primark, que tem preços ótimos, viste a Poundland e Poundworld para uma infinidade de bugingangas, todas custando 1£. Dentro do shopping St. Enoch, maior shopping de Glasgow (ainda assim, não muito grande), fica a lindinha loja da Disney, para os pequenos.

Pubs e Restaurantes

Além das lojas, o centro é lotado de restaurantes e pubs. Nas noites de sexta feira, a dança típica Ceilidh toma conta do Sloans, um dos bares mais antigos da cidade. Não consegui ir, mas recomendaram por ser um programa bem legal. Conheci o ótimo Waxy O'Connors, um pub com ambiente incrível e jeitão de filme e recomendo demais. Veja outras sugestões nesse post.

Gallery of Modern Art (GoMA)

Próxima à George Square, fica essa galeria bem-humorada de arte moderna. A obra da entrada, uma estátua com um cone na cabeça, aparece em vários cartões postais da cidade. Entrada gratuita.

GoMA.

Todo o centro é super agradável e nas duas principais vias de comércio não passa carro. No sábado de manhã, haviam pessoas tocando gaita de fole e contribuindo fortemente com o clima escocês do passeio. Vale dizer que o centro de Glasgow é a região que recomendo para se hospedar na cidade, pela grande quantidade de lojas, pubs e restaurantes. Achei mais movimentada à noite do que West End.

Programas em outras regiões

Glasgow Science Center

O centro de ciência de Glasgow fica do outro lado do rio Clyde e é um programa ótimo para crianças pois possui uma série de jogos e quebra cabeças interativos, sempre com uma pegada meio nerd/educacional. Brinquei de jogo da velha 3D e me senti o Sheldon no xadrez. :)

Glasgow Cathedral

Dizem que a catedral de Glasgow é muito bonita, mas infelizmente não tive chance de conhecer.

Barras Market

Mercado de antiguidades e produtos de segunda mão que ocorre aos sábados (também não conheci).

Interior da Escócia

Partindo tanto de Glasgow quando de Edimburgo, há vários tours que levam para o interior do país, em direção as Highlands. Outra opção é alugar um carro e fazer o passeio por conta própria (lembrando que no Reino Unido se dirige ao contrário :). É um passeio que vale muitíssimo a pena, fiz há quase dois anos quando visitei Edimburgo e vocês podem conferir nesse post.

Animou? Então siga acompanhando as dicas escocesas ;)

Veja também:

domingo, 4 de agosto de 2013

Saindo de Sampa: Santo Antônio do Pinhal

Quando chega o inverno, o destino que vem à cabeça dos paulistanos para fugir do stress da capital é Campos do Jordão. A cidade é mesmo uma delícia para curtir o burburinho dos bons restaurantes que há por lá... mas, por estar cada vez mais cheia, cara e com trânsito carregado, muitos já não consideram como o lugar mais indicado para esquecer da vida de São Paulo.

Se você compartilha dessa opinião, sugiro uma alternativa para Campos do Jordão: mais tranquila e barata, vale a pena conhecer a bonitinha cidade de Santo Antônio do Pinhal.

Sobre a cidade
Santo Antônio do Pinhal fica à cerca de 180 km de São Paulo e 20 km de Campos do Jordão. É uma cidade pequena e sossegada. Fico devendo uma recomendação de hospedagem, pois ficamos no sítio de um amigo, mas observei que há pousadas mais próximas do centro e outros lugares mais afastados, em meio a muito verde e total tranquilidade.

Você vai precisar de carro para se locomover na cidade, pois os pontos que vou comentar abaixo são distantes (mas não se preocupe com trânsito). É um lugar bom para aventureiros (tem cachoeiras próximas e rampa de vôo livre - veja abaixo) e para casais. Se estiver buscando a sua metade, passe na fonte de Santo Antônio, em frente à praça Benedito Marcondes Raposo: dizem que os pedidos feitos lá são antendidos ;)

Pico Agudo
O Pico Agudo o principal ponto turístico da cidade. Super alto, dá para ver até 7 cidades, e rende belíssimas fotos. Para chegar lá, não é preciso nenhum tipo de trilha: você deve pegar uma estradinha de terra e se não se incomodar com as curvas, é bem tranquilo. Para os corajosos, é possível saltar de asa delta e parapente. Para os medrosos, chegar na beira do pico (sem nenhuma proteção), já é um grande feito.



A Bodega
A Bodega é uma cachaçaria muito legal, que vende uma infinidade de cachaças artesanais. O bacana é que eles disponibilizam copinhos para provar à vontade todos os sabores que quiser (enquanto o nível alcóolico no sangue permitir, claro). E são muitos sabores! Elegemos como favoritas as cachaças de chocolate e framboesa, mas havia também diversos outros sabores, como café, canela, banana e o que mais você imaginar (além das tradicionais, envelhecidas no carvalho). As cachaças tem um preço bom (R$6, uma garrafinha do tamanho de uma long neck), e são uma boa opção de lembrança, pela embalagem bonitinha. Se quiser presentear um amigo e tirar uma onda com ele ao mesmo tempo, você pode escolher a cachaça sabor viagra, com especiarias afrodisíacas.

Cachaças variadas para experimentar à vontade.

O lugar é bem bonito e amplo, e vende-se também vinhos, doces, artesanato e orquídeas (que achei bem baratas, vasinhos bonitos a partir de R$15). O acesso também é via uma estradinha de terra, por isso nada de exagerar nas cachaças!

O ambiente bonitinho da Bodega

Comendo em Santo Antônio
Almoçamos no restaurante Massa ao Mel, que tem ambiente rústico e arrumadinho, com boas opções de massas e carnes (na faixa de R$30-40).

Na mesma rua, (Av. Antonio Joaquim De Oliveira) fica o restaurante Santa Truta, que nossos amigos nos recomendaram. Vi boas resenhas online, mas não tivemos chance de conhecer.

Também nessa rua, há o Shopping Vilarejo do Pinhal, bem pequeno, a céu aberto e bonitinho, com lojas de chocolate, bares e quiosques que servem chopp Baden Baden, com música ao vivo.

Ficou com vontade? Então aproveite o fim do inverno para descansar num lugar gostoso! O site da cidade e da prefeitura tem mais dicas, veja aqui e aqui.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Motivos para conhecer Praia do Forte - BA

Nasci em Salvador-BA e acho que a cidade é um ótimo lugar para passar férias, em clima de praia e comida boa. As praias de Salvador em geral são gostosas, com água morna e mar calmo, mas não considero que sejam impressionantes no quesito beleza (além de ficarem lotadas nos finais de semana).

Para apreciar praias mais bonitas, recomendo pegar um carro e dirigir para o norte de Salvador, saindo da cidade e chegando em lugares como Costa do Sauípe, Guarajuba, Imbassaí e Praia do Forte. Essa última é a dica de hoje do blog.

Como chegar:
Praia do Forte fica a cerca de 80 quilômetros (1h) de Salvador. Alguns hotéis oferecem serviço de transfer desde o aeroporto de Salvador. Outra opção é alugar um carro no próprio aeroporto e ir dirigindo, mas é provável que o carro passe boa parte do tempo estacionado enquanto estiver por lá: dependendo de onde estiver hospedado, dá para fazer os principais programas a pé.

O que fazer:
Há basicamente quatro coisas para fazer em Praia do Forte:

1. Passear pela Vila

A Vila de Praia do Forte é uma rua larga por onde não passam carros, cercadas de lojinhas e restaurantes de um lado e do outro. Há lojas de artesanato e lojas grandes, como Salinas, Richards e Osklen. É agradável e há sempre bastante gente caminhando por lá (gasta-se uns 15 minutos para percorrer a rua de ponta a ponta). Para comer, há várias opções e normalmente o cardápio fica na porta para espiar. Os locais que recomendo:

1.1 Bar do Souza

É o bar mais famoso da cidade. Há duas unidades: uma fica numa extremidade da vila e a outra fica no canto oposto. Mais precisamente, a Vila parte de uma pracinha (praça da Igreja de São Francisco) que é vizinha ao Projeto Tamar. Na última visita, fomos nessa unidade, que fica dentro do Projeto Tamar (mas o cardápio da unidade da Vila é o mesmo). Não dispense os bolinhos de peixe (R$3 a unidade, super famosos), as caipirinhas (caprichadas e com preço bom) e uma boa moqueca ou ensopado de camarão (R$70, para duas pessoas).

Bolinhos de peixe do Souza.
Moqueca de camarão.

1.2 Tango Café

Se a ideia for fazer um lanche, prove os deliciosos sanduíches do Tango Café e guarde espaço para as tortas de sobremesa (na faixa de $10). São uma delícia!

Tortas do Tango Café. Hmmm...

1.3 7 Pizzas

Para uma pizza caprichada, recomendo a 7 Pizzas. Pelo ambiente bonitinho e ingredientes de qualidade, paga-se cerca de R$50 pela pizza grande.

1.4 Comidinhas

Vá no bar Beach Stop (tem também em Salvador) e prove o pastel de camarão, super recheado.

Para refrescar no calor, há na Vila algumas sorveterias por quilo (são boazinhas, nada demais) e uma sorveteria do lado do Tango Café onde vendem sorvetes da Ribeira (famosa e tradicional sorveteria de Salvador).

2. Aprender sobre as tartarugas no Projeto Tamar


O Projeto Tamar trabalha pela conservação das tartarugas marinhas e é um passeio bem interessante para conhecer mais sobre elas. Por exemplo, você sabia que apenas uma em mil tartarugas chega à fase adulta?

Além das curiosidades, há uma série de atividades para se fazer por lá. No dia, alimentamos as tartarugas, fizemos carinho nas arraias e até num tubarão. No fim do dia, você pode ver as tartaruguinhas saindo dos ovos: o pessoal do Tamar pega os ninhos em áreas de risco e os transfere para a área monitorada pelo projeto, onde a desova pode ser feita em segurança. Programa divertido para os pequenos e para os adultos.
Entrada: R$16 (meia para crianças)

Fofura!

3. Curtir as praias deliciosas

3.1 Praia dos pescadores

É a praia de acesso mais fácil, com serviço de quiosques e por isso é também a mais cheia (fica ao lado da praça da Igreja e projeto Tamar). Na minha opinião, é a menos bonita, mas nem por isso deixa de ser gostosa e tem a vantagem de ter os quiosques para petiscar (se não conhece, prove a pititinga, um peixinho frito bem pequeno - come-se inteiro, com cabeça e tudo).

Praia dos pescadores, vista do Souza do Projeto Tamar.

3.2 Praia "dos hotéis"

Partindo da praia dos pescadores, se caminhar cerca de 10 minutos (pela praia mesmo) você chega numa praia mais reservada, que é o "quintal" dos grandes resorts da cidade (Tivoli, Iberostar, etc). A praia não é restrita ao público dos hotéis, mas não tem nenhuma infra estrutura para o público geral, como cadeiras ou comidas (estes sim, são exclusivos dos hóspedes). Vale a pena conhecer, o mar é gostoso, com ondas bem fracas e areia batida (bem dura e firme, dando a impressão de se estar pisando num chão, pois o pé mal afunda).

3.3 Praia do Lord

O banho de mar nas praias que eu citei é bem calminho, mas se quiser uma piscina mesmo, visite a praia do Lord. São gostosas piscinas naturais (várias, com pouca profundidade), ótimo para crianças. A água é transparente dando para ver com clareza os muitos peixinhos que nos acompanham no banho de mar. Tem infra estrutura limitada (sombreiros para alugar e alguns vendedores de bebidas).

3.4 Praia de Papa-gente

É vizinha do Lord (chega-se nela depois de uma caminhada de uns 10 minutos - pela praia), também de piscinas naturais. Ao contrário da Praia do Lord, onde há várias piscinas mais rasas, a Papa-gente tem duas piscinas grandes: uma chega a 2 metros de profundidade, a outra (que dá o nome da praia) tem 6 metros. Também há pouca infra e óculos de mergulho para alugar. E muitos, muitos peixinhos.

Peixinhos vistos através das águas transparentes.
Praia de Papa-gente

4. Visitar o Castelo Garcia d'Ávila


Se estiver hospedado próximo à vila, é possível fazer todos os programas acimas à pé (não num mesmo dia, claro). O castelo fica mais distante, se estiver de carro na Praia do Forte, é o momento de usá-lo. O Castelo Garcia d'Ávila é uma das construções mais antigas do Brasil e única com características medievais em todo o continente.


Onde se hospedar

Se quiser luxo, busque os grandes resorts, com sistema "All inclusive", que comentei ali em cima quando falei da praia dos hotéis.

Para uma hospedagem mais em conta, porém deliciosa, recomendo a pousada Casa do Forte, próxima ao projeto Tamar (numa das pontas da Vila). Boa localização, bonitinha e com ótimo serviço. O café da manhã era caprichado, com tapioca feita na hora. Uma perdição!

Noite na pousada Casa do Forte.
Bom começar o dia assim, né?
Se estiver hospedado lá, para chegar na praia dos pescadores, Vila e Projeto Tamar, você deve caminhar uns 5 minutos. Para sair da pousada e chegar até a praia do Lord, caminhe por uns 10 minutos (e mais uns 10 até a Papa-gente). Todas as ruas são planas, mas o sol forte e caminhada na areia podem cansar os menos preparados.

Em resumo, a Praia do Forte é um ótimo lugar para curtir praias bonitas e gostosas durante o dia e pesticar algumas delícias a noite, no ambiente rústico porem arrumadinho da Vila. Recomendo!

Macaquinho numa árvore da Vila.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O melhor guia de Londres de todos os tempos

Diz que quem é vivo sempre aparece né? Depois de me ausentar do blog por uma eternidade, trago o último post de dicas de Londres, que para compensar o atraso, vem completinho! E ainda acompanhado de um mapinha para facilitar as andanças pela cidade. Melhor impossível, né?

Pontos turísticos: o que fazer em Londres

Buckingham Palace: Assista a troca da guarda, que começa por volta das 11h. No verão ocorre todos os dias, no restante do ano em dias alternados. Sempre verfique antes de se preparar para assistir! A visita no Buckingham Palace é possível apenas em determinadas épocas do ano, por isso compre com antecedência (costuma lotar).
Entrada: 10£

Parlamento: Os dias de visita variam com a época do ano, confirme antes de ir. A visita guiada é ótima. Aproveite para tirar fotos do Big Ben.
Entrada: 15£

Westminster Abbey: Seja para admirar o caráter histórico da catedral, onde repousam personalidades super famosas, ou para espiar onde foi o casamento de William e Kate, a visita a Westminster é obrigatória. Chegue cedo para evitar um pouco as filas.
Entrada: 16£

Saint Paul’s Cathedral: Foi o único lugar onde encontramos funcionários bem mau humorados. Como ponto positivo, o audioguide é excelente! Chegar ao topo da famosa cripta é só para os mais atletas, dispostos a subir muitos e muitos degraus de escadas.
Entrada: 15£

Torre de Londres: Chegue cedo e tente pegar o tour dos Yeoman Warder (incluído no valor do ingresso). Se preferir, há audioguides disponíveis (pago à parte). Atenção especial para as jóias da coroa, a sala de torturas e os corvos que moram e ficam passeando por lá. São 7 moradores, para completar o clima sombrio da torre, onde foram executados famosos prisioneiros, incluíndo três rainhas.
Entrada: 20£

South Bank: O lado “de lá” do Tâmisa, onde está a famosa roda gigante The London Eye e a Southwark Cathedral.

Lugares abertos: uma visita completa à Londres deve incluir também uma passada em Saint Martin in the Fields e Trafalgar Square, no Hyde Park e em Piccadilly Circus. Nesse último, entre na Cool Britannia para lembrancinhas legais.

Parlamento e Big Ben, Corvos na Torre de Londres e Troca de guarda no Palácio de Buckingham.

Descontos: para economizar suas libras

Oyster card: Se você vai passar alguns dias em Londres e pretende andar bastante de metrô, faça seu Oyster card na bilheteria onde pode viajar à vontade por um preço fixo (normalmente já vale a pena se for ficar mais que quatro dias na cidade).

2FOR1: Se viajar de trem para Londres, você pode ganhar desconto na entrada de algumas das atrações acima. Basta imprimir o voucher do site e apresentar junto com a passagem de trem na bilheteria. Assim, você compra 2 ingressos pelo preço de 1. Usamos na Torre de Londres sem nenhuma dor de cabeça.

O2: Para não ficar escravo do WI-FI (que os hotéis costumam cobrar caro), compre um chip inglês e use enquanto estiver lá para acessar a internet pelo celular. Compramos um chip da O2 que custou 10£ e vinha com um bom pacote de dados (não lembro quanto, mas deu para usar a internet por 3 semanas usando Skype e enviando fotos, e não chegou nem perto de acabar). A cobertura é boa, inclusive no interior da Inglaterra e Escócia. Há várias lojas em Londres (outra operadora popular é a Vodafone).

Ah! Quando fizer compras, não esqueça de pedir o Tax Free nas lojas, para ter parte do dinheiro devolvido no aeroporto no retorno para o Brasil.

Compras: para torrar as libras economizadas

Covent Garden: Bairro lindo, cool, agradável, com comidinhas top... um dos lugares que mais gostei. Para compras: Apple, Stratford, Zara, Mango, COS, Gap, Urban Outfitters, MAC...

Knigtsbridge: Harrods, Harvey Nichols, Mulberry e as principais lojas das marcas mais luxuosas.

High Kensignton St: É uma boa opção para um passeio mais rápido,  porque é uma rua menor, mas ainda assim com lojas interessantes: COS, Topshop, Uniqlo, Zara, H&M...

Lojas famosas: conheça a centenária Fortnum and Mason, a tradicional Liberty, a Selfridges e a primeira Victoria Secret de Londres, inaugurada no 2º semestre de 2012.

Oxford St / Regent St: É "O" lugar para fazer compras em Londres. Além de lojas que já falei aqui em cima (Uniqlo, COS, H&M, Zara, Gap, Mango, e outras), tem também Camper, Toywatch, Banana Republic, Forever 21...

Museus em Londres

Londres possui ótimos museus e ainda por cima são gratuitos!

Arte clássica:

Arte moderna:

Os três seguintes ficam colados um no outro:

Visitei todos: amei o National Gallery e o Tate (Britain, o Tate Modern é uma maluquice para o meu gosto, já que meu entendimento de arte moderna é zero). National History e Science Museum também são hiper interessantes.

National Gallery, National History (que é muito bonito por dentro) e Science Museum.

Um sábado em Notting Hill

Vale muito a pena conhecer a Feirinha de Portobello Road, que acontece aos sábados. Muita gente na rua, barraquinhas com comidas que dá vontade de provar de tudo, e lojinhas super fofas. Confira:

Nostalgic Designs (80, Portbello Road, Notting Hill): Vende placas de metal e souvenirs bem humorados.

Alice's 
(86, Portbello Road, Notting Hill): Coisinhas vintage muito fofas. As louças floridas são lindas!

The Travel Book Shop (13, Travel Blenheim Crescent, no finzinho da Portobello Road, Notting Hill): É a livraria do filme "Notting Hill", onde personagem de Hugh Grant trabalha. Existe de verdade!

Arancina (19, Pempridge Road, Notting Hill): Lugar fofo para um lanche, famoso pelos bolinhos de arroz recheados.

Planejamos conhecer Camden Market, que também tem uma ótima feira de rua, mas foi o único dia em que roteiro furou e acabou não dando certo. Uma pena, dizem que é excelente!

Placas da Nostalgic Design, canecas da Alice's, friturinhas.

Nos estúdios do Harry Potter

É fã da história? Então clica correndo nesse post.

Onde comer e beber em Londres

Já falei bastante desse assunto aqui no blog: clique para ver os posts completos:

Além de Londres: lugares incríveis para fazer um "bate-e-volta"

Londres é fantástica, mas aproveite a estadia para conhecer outros lugares próximos. Dá pra ir e voltar rapidinho no mesmo dia, a tempo de curtir a noite londrina. Clique para ver os posts:
Windsor

Stonehenge, Warwick, Windsor.

Além de Londres: lugares incríveis um pouco mais distantes

Sem sair da Inglaterra, recomendo duas cidades fenomenais: Liverpool e York.
Já se seu limite for Grã-Bretanha, não deixe de conhecer: Caernarfon e Edimburgo.

Onde ficar em Londres?

Minha sugestão é: South Kensington. Veja nesse post os motivos.

E o prometido mapinha com todas as dicas?